<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870</id><updated>2011-11-02T16:34:17.136-02:00</updated><title type='text'>ui que esquisitinha</title><subtitle type='html'>Uma descrição plausível.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>60</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-8128323608369735528</id><published>2010-09-02T01:12:00.011-03:00</published><updated>2010-09-02T01:58:24.636-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Meu &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;tênis&lt;/span&gt; molhou.&lt;br /&gt;- Ah é? O meu ainda não. Me da um beijo.&lt;br /&gt;Quando desci do &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;ônibus&lt;/span&gt; ela apertou. Seria bom que a chuva me lavasse disso tudo. - Isso vira câncer. Sabe? Quando te incomoda pra sempre pode virar, minha &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;gineco&lt;/span&gt; que disse. Essas coisas vão acumulando. Preciso fumar. - Parei no bar e pedi um maço no balcão, não tinha. Então pedi um para o moço debaixo do toldo. Eu ia puxar um papo sobre a chuva mas ele falou antes - É a televisão. &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Fumante&lt;/span&gt; tem que se sentir culpado. Os &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;fumódromos&lt;/span&gt;. As crianças. É a televisão.&lt;br /&gt;Retomei a caminhada. Quando cheguei ao fim da rua me contaram:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ele estava aqui agora mesmo. Pagou dois mil, por ti. Sofria com a culpa pelo crime que não cometeu. Então chorou e pagou dois mil.&lt;br /&gt;- Que dia. Eu torci o pé de manhã. Depois a fechadura da porta do meu quarto estragou e eu fiquei horas trancada. Desaparafusei tudo com o cortador de unha e não adiantou, tive que chamar alguém para me passar a chave de fenda pelo buraco e eu arrombei. Que fome...&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Tô&lt;/span&gt; com chulé, vou tirar esse &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;tênis&lt;/span&gt; molhado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-8128323608369735528?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/8128323608369735528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=8128323608369735528&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8128323608369735528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8128323608369735528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2010/09/meu-tenis-molhou.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-5029402987334065326</id><published>2010-04-30T00:19:00.006-03:00</published><updated>2010-06-09T02:22:14.948-03:00</updated><title type='text'>Por estes santos latifúndios.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Um dos atores tira os óculos e se transforma na menina. Soldado entra segurando uma menina pelo braço.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SOLDADO&lt;/strong&gt;: Veja, Sargento, encontrei essa menina, ela estava junto com os invasores!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SARGENTO: &lt;/strong&gt;Qual é o seu nome menina? &lt;em&gt;(menina não responde)&lt;/em&gt; Perguntei qual o seu nome? &lt;em&gt;(aperta o rosto dela entre os dedos)&lt;/em&gt; O gato comeu a sua língua? Quem é o líder de vocês? &lt;em&gt;(silêncio)&lt;/em&gt; Você gosta de doces, menina? Eu tenho aqui umas balas, amarelas, verdes...pegue! De abacaxi, para o guri. De melancia, para sua tia. De maçã, para sua irmã. E a amarela, para a cadela. &lt;em&gt;(fica pensativo)&lt;/em&gt; Está vendo, menina? Sou um péssimo poeta, não sei nem fazer versos. Tem alguém entre vocês que sabe fazer versos?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MENINA&lt;/strong&gt;: Meu tio Miguel.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SARGENTO:&lt;/strong&gt; Ele é o líder? Foi ele que falou para vocês invadirem essas terras? &lt;em&gt;(a menina balança negativamente a cabeça)&lt;/em&gt; Então quem é o líder?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MENINA:&lt;/strong&gt; Eu sei quem é o líder, Senhor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SARGENTO&lt;/strong&gt;: Menina obediente. Quem é então?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MENINA:&lt;/strong&gt; A fome, a doença e a ignorância. Eles são os líderes, Senhor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SAREGENTO:&lt;/strong&gt; Escuta aqui, menina! Vou dizer uma vez só, sabe aquele homenzinho que te trouxe aqui? Ele é um homem muito cruel. Não deveria dizer isso, é meu companheiro! Rezem a Deus para que eu consiga acalmar ele, ele quer acabar com tudo isso na bala, mas eu não vou deixar. Sou um homem bom. Agora vá! Diga à sua gente que colaborem comigo. Só me digam quem são os líderes e acaba o assunto. Entendeu? Tome! Pegue mais doces.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MENINA:&lt;/strong&gt; Não quero doces, Senhor. Obrigada!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SARGENTO:&lt;/strong&gt; Então some daqui, menina! &lt;em&gt;(a menina mostra a língua por trás das costas do Sargento e sai) &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;- Pequeno trecho do texto escolhido para o exercício cênico inspirado na peça "Por estes santos latifúndios" de Guilhermo Maldonado Pérez, premiado pela Casa das Américas de Cuba em 1975. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-5029402987334065326?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/5029402987334065326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=5029402987334065326&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/5029402987334065326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/5029402987334065326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2010/04/por-estes-santos-latifundios.html' title='Por estes santos latifúndios.'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-8567772086793729734</id><published>2010-02-05T02:41:00.003-02:00</published><updated>2010-02-05T02:54:34.458-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"O homem de hoje pouco sabe das leis que regem sua vida. Suas concepções da vida social são errôneas, vagas e contraditórias, não sabe qual intervenção é necessária na máquina social para obter o efeito desejado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A exigência de uma maneira reslista de escrever também não pode mais ser ignorada. Isso tornou-se mais ou menos evidente por si mesmo. As camadas dominantes estão usando mentiras mais abertamente, e as mentiras são cada vez maiores. Dizer a verdade parece uma tarefa cada vez mais urgente. Os sofrimentos são maiores e o número de sofredores aumentou. Comparado com o vasto sofrimento das massas, parece frívola e mesmo desprezível a preocupação com dificuldades mesquinhas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temos apenas um aliado na luta contra a barbárie: o povo sobre o qual ela impõe esses sofrimentos. Somente o povo oferece perspectivas. Assim, é natural que se recorra a ele e mais necessário do que nunca falar sua linguagem. É no interesse do povo, das amplas massas trabalhadoras, que a literatura deve fornecer representações verdadeiras da vida da realidade."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Bertolt Brecht -&lt;/strong&gt; Estudos Sobre o Teatro e O Teatro Didático&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-8567772086793729734?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/8567772086793729734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=8567772086793729734&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8567772086793729734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8567772086793729734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2010/02/o-homem-de-hoje-pouco-sabe-das-leis-que.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-5356931711086727436</id><published>2010-01-04T00:20:00.003-02:00</published><updated>2010-01-04T00:28:52.432-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"...a voz que não se levanta diante de uma injustiça praticada contra outrem, que não protesta contra uma violência se essa violência não o atinge diretamente, esquecido de que as violências contra a criatura humana geram, quase sempre, uma reação em cadeia que talvez não pare no nosso vizinho."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Dias Gomes&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;conformar-se é viver de joelhos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-5356931711086727436?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/5356931711086727436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=5356931711086727436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/5356931711086727436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/5356931711086727436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2010/01/blog-post.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-7687151696183076052</id><published>2009-12-09T00:05:00.017-02:00</published><updated>2010-01-04T00:29:55.643-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;magrão&lt;/span&gt; pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Sidi&lt;/span&gt;! Posso colar um cartaz e pendurar uma cerveja?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Te liga vagabundo. Larga daqui.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;gostosa&lt;/span&gt; pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Sidi&lt;/span&gt;! Posso colar um cartaz e pendurar uma cerveja?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Claro meu amor, fica à vontade. O que eu não faço por ti &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;heim&lt;/span&gt;?&lt;em&gt; (Pisca e dá uma boa olhada na &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;bunda&lt;/span&gt; da &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;gostosa&lt;/span&gt;.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma moça bonita:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Oi&lt;/span&gt;! Eu posso dar uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;olhadinha&lt;/span&gt; na festa? Quero ver se uma amiga minha tá aí dentro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Claro, fica à vontade gatinha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(Ela sobe e demora muito tempo para voltar.)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um cara negro:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Oi&lt;/span&gt;! Eu posso dar uma olhada na festa? Quero ver se um amigo meu tá aí dentro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Vai logo &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;magrão&lt;/span&gt;, mas é rápido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(O cara demora um pouco...)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ô meu, te liga, aquele &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;negão&lt;/span&gt; subiu lá e até agora não voltou. Te liga aqui na portaria que eu &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;vô&lt;/span&gt; lá catá esse &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;negão&lt;/span&gt;. &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Vô&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;arracá &lt;/span&gt;esse &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;negão de lá&lt;/span&gt;. Tá demorando demais, acha que eu &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;sô&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;babaca&lt;/span&gt;. &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;Vô&lt;/span&gt; catá esse vagabundo. Ô &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;negão&lt;/span&gt; &lt;em&gt;(Referindo-se ao outro homem que está na portaria, também é negro.)&lt;/em&gt; é dez e traço, não dá &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;arrego&lt;/span&gt; não &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;heim&lt;/span&gt;. Te liga. &lt;em&gt;(O homem negro que está na portaria não diz nada, olha para baixo e senta-se no &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;banquinho&lt;/span&gt; enquanto o homem branco levanta e sai para "catar o &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;negão&lt;/span&gt;", quando chega na porta o cara negro desce das escadas agradecendo.)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ó, valeu mesmo &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;heim&lt;/span&gt;! &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;Té&lt;/span&gt; mais!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(O homem branco fica imóvel na porta. Parece envergonhado. Pensa...Não diz nada.)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-7687151696183076052?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/7687151696183076052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=7687151696183076052&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/7687151696183076052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/7687151696183076052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/12/um-magrao-pergunta-sidi-posso-colar-um.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-4130868311183619155</id><published>2009-12-01T01:19:00.017-02:00</published><updated>2009-12-12T01:18:17.488-02:00</updated><title type='text'>A infanticida Maria Farrar - Bertolt Brecht</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Maria &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Farrar&lt;/span&gt;, nascida em &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;abril&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;sem sinais particulares,&lt;br /&gt;menor de idade, &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;orfã&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;raquítica&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;ao que parece matou um menino&lt;br /&gt;da maneira que se segue,&lt;br /&gt;sentindo-se sem culpa.&lt;br /&gt;Afirma que grávida de dois meses&lt;br /&gt;no porão da casa de uma dona&lt;br /&gt;tentou abortar com duas &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;injeções&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;dolorosas, diz ela,&lt;br /&gt;mas sem resultado.&lt;br /&gt;E bebeu pimenta em pó&lt;br /&gt;com álcool, mas o efeito&lt;br /&gt;foi apenas de purgante.&lt;br /&gt;Mas vós, por favor, não deveis&lt;br /&gt;vos indignar.&lt;br /&gt;Toda criatura precisa da ajuda dos outros.&lt;br /&gt;Seu ventre inchara, agora a olhos vistos&lt;br /&gt;e ela própria, criança, ainda crescia.&lt;br /&gt;E lhe veio a tal tonteira no &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;meio&lt;/span&gt; do ofício das matinas&lt;br /&gt;e suou também de angústia aos pés do altar.&lt;br /&gt;Mas conservou em segredo o estado em que se achava&lt;br /&gt;até que as dores do parto lhe chegaram.&lt;br /&gt;Então, tinha acontecido também a ela,&lt;br /&gt;assim &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;feiosa&lt;/span&gt;, cair em tentação.&lt;br /&gt;Mas vós, por favor, não vos indigneis.&lt;br /&gt;Toda criatura precisa da ajuda dos outros.&lt;br /&gt;Naquele dia, disse, logo pela manhã,&lt;br /&gt;ao lavar as escadas sentiu uma pontada&lt;br /&gt;como se fossem alfinetadas na barriga.&lt;br /&gt;Mas ainda consegue ocultar sua moléstia&lt;br /&gt;e o dia &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;inteirinho&lt;/span&gt;, estendendo paninhos,&lt;br /&gt;buscava solução.&lt;br /&gt;Depois lhe vem à mente que tem que dar à luz&lt;br /&gt;e logo sente um aperto no coração.&lt;br /&gt;Chegou em casa tarde.&lt;br /&gt;Mas vós, por favor, não vos indigneis.&lt;br /&gt;Toda criatura precisa da ajuda dos outros.&lt;br /&gt;Chamaram-na enquanto ainda dormia.&lt;br /&gt;Tinha caído neve e havia que varrê-la,&lt;br /&gt;às onze terminou. Um dia bem comprido.&lt;br /&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Somente&lt;/span&gt; à noite pode parir em paz.&lt;br /&gt;E deu à luz, pelo que disse, a um filho&lt;br /&gt;mas ela não era como as outras mães.&lt;br /&gt;Mas vós, por favor, não vos indigneis.&lt;br /&gt;Toda criatura precisa da ajuda dos outros.&lt;br /&gt;Com as últimas forças, ela disse, prosseguindo,&lt;br /&gt;dado que no seu quarto o frio era mortal,&lt;br /&gt;se arrastou até a privada, e ali,&lt;br /&gt;quando não mais se lembra,&lt;br /&gt;pariu como pôde quase ao amanhecer.&lt;br /&gt;Narra que a esta altura estava &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;transtornadíssima&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;e meio endurecida e que o garoto, o segurava a custo&lt;br /&gt;pois que &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;nevava&lt;/span&gt; dentro da latrina.&lt;br /&gt;Entre o quarto e a privada&lt;br /&gt;o menino &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;prorrompeu&lt;/span&gt; em pratos&lt;br /&gt;e isso a perturbou de tal maneira, ela disse,&lt;br /&gt;que se pôs a socá-lo&lt;br /&gt;às cegas, tanto, sem cessar,&lt;br /&gt;até o fim da noite.&lt;br /&gt;E de manhã o escondeu então no lavatório.&lt;br /&gt;Mas vós, por favor, não deveis vos indignar,&lt;br /&gt;toda criatura precisa da ajuda dos outros.&lt;br /&gt;Maria &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Farrar&lt;/span&gt;, nascida em &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;abril&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;morta no cárcere de &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Moissen&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;menina-mãe condenada,&lt;br /&gt;quer mostrar a todos o quanto somos frágeis.&lt;br /&gt;Vós que &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;parís&lt;/span&gt; em leito confortável&lt;br /&gt;e chamais &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;bendito&lt;/span&gt; vosso ventre inchado,&lt;br /&gt;não deveis execrar os fracos e desamparados.&lt;br /&gt;Por obséquio, pois, não vos indigneis.&lt;br /&gt;Toda criatura precisa da ajuda dos outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;___&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meninas e mulheres são consideradas criminosas quando tentam evitar que venham ao mundo crianças quase mortas, atiradas ao horror e à miséria. País subnutrido e analfabeto, onde as ricas pagam abortos em clínicas quase seguras. As outras são obrigadas a &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;gestar nosso &lt;/span&gt;futuro doloroso. Brasil. Muitas ainda morrem com agulhas enfiadas no ventre. Ainda hoje. Ainda hoje. Quero livres: meu corpo, minha vagina, meu sexo e meu pensar.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-4130868311183619155?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/4130868311183619155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=4130868311183619155&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4130868311183619155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4130868311183619155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/12/infanticida-maria-farrar-bertolt-brecht.html' title='A infanticida Maria Farrar - Bertolt Brecht'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-112745694021754496</id><published>2009-11-14T20:01:00.003-02:00</published><updated>2009-11-14T20:12:43.723-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não podemos viver eternamente rodeados de mortos e de morte. E se ainda restam preconceitos há que destruí-los. O "dever", digo bem, "O DEVER" do escritor, do poeta, não é &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;encerrar&lt;/span&gt;-se &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;covardemente&lt;/span&gt; em um texto, em um livro, em uma revista, de onde não mais se libertará, mas, pelo contrário, sair para fora e sacudir para atacar o espírito público, se não, para que serve? Para que nasceu? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Antonin&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Artaud&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Manifesto Surrealista em Defesa da Libertação do Espírito.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-112745694021754496?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/112745694021754496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=112745694021754496&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/112745694021754496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/112745694021754496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/11/nao-podemos-viver-eternamente-rodeados.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-6872670933127656015</id><published>2009-10-23T11:17:00.006-02:00</published><updated>2009-12-01T02:06:43.126-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se vai tentar&lt;br /&gt;siga em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão, nem começe!&lt;br /&gt;Isso pode significar&lt;br /&gt;perder namoradas&lt;br /&gt;esposas, família, trabalho...&lt;br /&gt;e talvez a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode significar ficar sem comer por dias,&lt;br /&gt;Pode significar congelar em um parque,&lt;br /&gt;Pode significar cadeia,&lt;br /&gt;Pode significar caçoadas, desolação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desolação é o presente&lt;br /&gt;O resto é uma prova de sua paciência,&lt;br /&gt;do quanto realmente quis fazer&lt;br /&gt;E farei, apesar do menosprezo&lt;br /&gt;E será melhor que qualquer&lt;br /&gt;coisa que possa imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vai tentar,&lt;br /&gt;Vá em frente.&lt;br /&gt;Não há outro sentimento como este&lt;br /&gt;Ficará sozinho com os Deuses&lt;br /&gt;E as noites serão quentes&lt;br /&gt;Levará a vida com um sorriso perfeito&lt;br /&gt;É a única coisa que vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Charles Bukowski - Poema recebido de um querido amigo. Saudade dos velhos tempos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"A Liberdade do outro amplia a minha." - Bakunin&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-6872670933127656015?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/6872670933127656015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=6872670933127656015&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/6872670933127656015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/6872670933127656015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/10/se-vai-tentar-siga-em-frente.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-4924739670415430293</id><published>2009-10-19T11:48:00.001-02:00</published><updated>2009-10-19T11:50:24.712-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"É uma cova grande pra tua carne pouca&lt;br /&gt;Mas a terra dada, não se abre a boca&lt;br /&gt;É a conta menor que tiraste em vida&lt;br /&gt;É a parte que te cabe deste latifúndio&lt;br /&gt;É a terra que querias ver dividida&lt;br /&gt;Estarás mais ancho que estavas no mundo&lt;br /&gt;Mas a terra dada, não se abre a boca."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funeral de um Lavrador - Chico Buarque e João Cabral de Melo Neto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-4924739670415430293?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/4924739670415430293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=4924739670415430293&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4924739670415430293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4924739670415430293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/10/e-uma-cova-grande-pra-tua-carne-pouca.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-2068580028623946183</id><published>2009-10-18T23:35:00.015-02:00</published><updated>2009-12-01T01:14:06.332-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Alô?&lt;br /&gt;- Oi Clarinha, tudo bem?&lt;br /&gt;- Não muito.&lt;br /&gt;- O que houve querida?&lt;br /&gt;- Ah. Acho que perdi duas amigas.&lt;br /&gt;- Nossa! Mas por quê? E quem?&lt;br /&gt;- Ah... Adivinha? A Si ficou puta comigo e, claro, a Tati foi atrás né, tomou as dores como sempre e ficou puta também... Ai que saco isso.&lt;br /&gt;- Tá, mas me conta direito! O que aconteceu? &lt;em&gt;(Curiosa e preocupada.)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Ah sabe, eu ando tão doida com meu trabalho. Tu sabe né? Minha vida mudou de uma hora pra outra, tô sem tempo até pra respirar! Aí... Acabei esquecendo o aniver da Si. &lt;em&gt;(Envergonhada.)&lt;/em&gt; Na verdade, não é que eu tenha esquecido, eu só não fui ao bar na segunda, realmente, não me lembrava que ela tinha marcado, lembrava do aniversário, até mandei uma mensagem pro celular... Putz, que saco isso. O pior é que eu tava ali por perto. Ela nunca vai me perdoar.&lt;br /&gt;- Tá, e ela ficou braba. &lt;em&gt;(Muda de tom, não está surpresa.)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Sim guria! Furiosa! E eu nem sei o que fazer. É, ela me mandou um e-mail avisando, e o pior é que eu respondi. Isso foi na madrugada de sexta pra sábado, eu cheguei em casa bebaça né amiga, eu apaguei esse e-mail da minha memória!&lt;br /&gt;- Tu respondeu o email e não foi na comemoração. É, a Si deve ter ficado furiosa mesmo... Mas olha, tem mais uma coisinha que tu não sabe. &lt;em&gt;(Suspira, toma fôlego e começa a contar.)&lt;/em&gt; Ela marcou duas festas, uma pra ti ir e a outra pro Lúcio ir com a namorada... Tu sabe, ela nunca te perdoou por ter ficado com ele. Então ela fez essas duas festas e tu não apareceu... Certamente ficou furiosa. E... O Lúcio contou que ficou contigo de novo.&lt;br /&gt;- Ah, sério? Ahhh eu não acredito nisso! Eu sabia que tinha alguma coisa errada nessa história. Eu sabia! Por isso então que ela tava tão braba!&lt;br /&gt;- Pois é. O Lúcio não deveria ter contado. Ai esse guri também heim. Puxa.&lt;br /&gt;- Ah. Que merda isso! &lt;em&gt;(Aumenta o tom de voz gradualmente enquanto fala.)&lt;/em&gt; Olha, te digo uma coisa: tudo bem, sabe, eu sei que a fulaninha lá é amiguinha dela, mas nossa, o que é isso? Pô, tem que fazer duas festas pra eu não me encontrar com o Lúcio? O que ela pensa que é? Ela acha que eu sou criança agora? Tá achando que pode manipular a vida dos outros? Controlar tudo? &lt;em&gt;(Clarinha tenta se controlar.)&lt;/em&gt; Ah... Agora quem tá braba sou eu. Pô, por que então ela não vai lá e conta pra fulaninha? Se ela acha tão errado assim, então que ela conte e eles que se resolvam! Eu não tenho nada a ver com isso! Fiquei com um cara que tem namorada sim, mas e daí? Eu realmente não tenho nada a ver, ele que se resolva com a fulaninha. Essa coisa aí de monogamia... Ah cara, sabe, que gente mais hipócrita. Todo mundo fica afim de outras pessoas, só que alguns reprimem por um tempo, uns mais, outros menos, mas uma hora a coisa explode. Claro cara! O Raul Seixas que dizia "se tu gosta de maçã irá gostar de todas", é, deve ser mais ou menos assim, o sentido é esse! Ai, amiga, desculpa me exaltei um pouco. &lt;em&gt;(Acha graça do que diz.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Não, tudo bem. Mas, pois é, ela realmente está braba por tu ter encontrado o Lúcio de novo.&lt;br /&gt;- É, entendi, só posso comer quem ela deixar. &lt;em&gt;(Clarinha se enfurece enquanto a amiga dá gargalhadas ao telefone) &lt;/em&gt;Moralidadezinha ridícula. Ah cara, a Si não pode se meter nisso não! Se ela quer fazer alguma coisa, já disse, conta pra fulana! Eles que se resolvam, e se a guria vier tirar satisfações comigo eu me resolvo com ela! Eu assumo as coisas que eu faço ué! Mas triângulos de quatro pontas não existem, então, ela que fique fora disso. Tá, ela vai chegar dizendo pra mim “ah, se fosse contigo tu ia sofrer e isso e aquilo”; pois é querida, eu ia, mas a vida é assim! Acorda amor! Isso acontece toda hora! As pessoas não ficam juntas pra sempre! Ah, eu já traí, já fui traída, mas e daí? A vida continua meu bem! Bola pra frente, ninguém sofre a vida inteira por um amor não correspondido ou que não tenha sido o tal do “ideal de relacionamento”. Isso não existe! Bom, essa mulher da novela das oito sofre! Ai, os maus exemplos problemátcos...reprodução do machismo na TV, eita, isso sim me dói. &lt;em&gt;(As duas riem muito, se divertem. A amiga retoma o ar sério.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- É, tu sabe que a Si achava que eles eram um casal perfeito... Se espelhava naquele relacionamento, Clarinha...&lt;br /&gt;- Ahh não! Agora eu sou culpada por ela acreditar em contos de fadas? Tenha dó heim. Por favor né, a Si que deixe de ser ingênua. Tá loco...tomá no cu esse tal de "controle".&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Gargalhadas.)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-2068580028623946183?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/2068580028623946183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=2068580028623946183&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2068580028623946183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2068580028623946183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/10/alo-oi-clarinha-tudo-bem-nao-muito.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-417754397975080495</id><published>2009-10-06T22:57:00.001-03:00</published><updated>2009-10-06T23:00:35.331-03:00</updated><title type='text'>O Amargo Santo da Purificação.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Canção dos Lírios&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;Eu canto à vida,&lt;br /&gt;eu canto a liberdade,&lt;br /&gt;como os lírios crescem&lt;br /&gt;em nossos campos,&lt;br /&gt;livres, selvagens.&lt;br /&gt;Se já não crescem como antes,&lt;br /&gt;existe algo sombrio,&lt;br /&gt;é preciso abrir uma clareira no bosque.&lt;br /&gt;Não me limitarei ao campo da arte...&lt;br /&gt;e não escolherei momento,&lt;br /&gt;tempo e modo,&lt;br /&gt;de exaltar-te,&lt;br /&gt;lírio, flor, canção, fruto,&lt;br /&gt;amor - a liberdade.&lt;br /&gt;Não calarei jamais&lt;br /&gt;e sempre te direi a mais bela,&lt;br /&gt;a mais pura.&lt;br /&gt;Se já não crescem como antes os lírios&lt;br /&gt;em nossos campos,&lt;br /&gt;existe algo sombrio,&lt;br /&gt;é preciso abrir uma clareira no bosque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Marighella&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-417754397975080495?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/417754397975080495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=417754397975080495&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/417754397975080495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/417754397975080495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/10/o-amargo-santo-da-purificacao.html' title='O Amargo Santo da Purificação.'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-6225029655765626736</id><published>2009-09-21T21:12:00.013-03:00</published><updated>2009-11-14T20:15:50.471-02:00</updated><title type='text'>Impunidade</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;Campeões do Mundo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;"Onde andam os campeões&lt;br /&gt;guerreiros e ladrões&lt;br /&gt;do mundo&lt;br /&gt;imundo?&lt;br /&gt;Onde estão essas crianças&lt;br /&gt;milagre, esperanças,&lt;br /&gt;iradas&lt;br /&gt;quebradas?&lt;br /&gt;Sem bandeiras, sem canções,&lt;br /&gt;aprenderam as lições&lt;br /&gt;de vida, de morte&lt;br /&gt;de vida e morte."&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Hoje faz um mês que Elton Brum foi assassinado, com um tiro nas costas, pela Brigada Militar.&lt;br /&gt;Faz meses que Yeda continua impune.&lt;br /&gt;Faz séculos que o povo é explorado.&lt;br /&gt;Faz uma eternidade que o povo luta contra injustiças.&lt;br /&gt;Faz tempo que poucos enriquecem com o trabalho de muitos. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;...&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;Hoje eu estava lendo "Campeões do Mundo" de Dias Gomes, esse diálog&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;o me fez &lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;lembrar do episódio ocorrido há um mês atrás, então, transcrevo-o aqui:&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Müller&lt;/strong&gt; - Você não percebe nada...Vocês...se dizem tão politizados e não entendem nem mesmo o momento que estão vivendo. Tudo isso é um resultado de uma decisão tomada em escalões superiores. Não posso fazer nada para mudar, nem acho que deva. É uma situação semelhante à de um território ocupado, onde, teoricamente, toda pessoa é um soldado inimigo em potencial. Nessas circunstâncias, as autoridades encarregadas da segurança nacional têm o direito de usar de violência, quando necessário.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tânia&lt;/strong&gt; - E matar?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Müller&lt;/strong&gt; - Se for preciso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tânia&lt;/strong&gt; - É essa então a filosofia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Müller&lt;/strong&gt; - E é uma filosofia baseada nos direitos da legítima defesa, de represália e de necessidade. Desenvolvida pelos maiores juristas do país, sabia?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tânia&lt;/strong&gt; - Entendo: vocês acharam uma justificativa moral para a imoralidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-6225029655765626736?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/6225029655765626736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=6225029655765626736&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/6225029655765626736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/6225029655765626736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/09/hoje-faz-um-mes-que-elton-brum-foi.html' title='Impunidade'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-2339156168841531749</id><published>2009-09-14T00:59:00.003-03:00</published><updated>2009-09-19T13:31:50.833-03:00</updated><title type='text'>Uma heroína e um herói.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;“BRANCA: Há um mínimo de dignidade que o homem não pode negociar, nem mesmo em troca da liberdade. Nem mesmo em troca do sol.” &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;“BRANCA: Sabe as coisas que mais me divertem? Ler &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;estórias&lt;/span&gt; e acompanhar procissão de formigas. Sério. Tanto nos livros como nas formigas a gente descobre o mundo. Quando eu era menina, conhecia todos os formigueiros do engenho. O capataz botava veneno na boca dos buracos e eu saía de noite, de panela em panela, limpando tudo. Depois ia dormir satisfeita por ter salvo milhares de vidas.” &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;“ZÉ-DO-BURRO: Nicolau não é um burro como os outros. É um burro com alma de gente. E faz isso por amizade, por dedicação. Eu nunca monto nele, prefiro andar a pé ou a cavalo. Mas de um modo ou de outro, ele vem atrás. Se eu entrar numa casa e me demorar duas horas, duas horas ele espera por mim, plantado na porta. Um burro desses, seu padre, não vale uma promessa?”&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;Branca Dias de "O Santo Inquérito" e Zé-do-Burro de "O Pagador de Promessas" personagens de Dias Gomes, gente do povo, simples mas que, acima de tudo, acredita e não desiste. Gente que luta defendendo sua verdade. Eles existem, existem sim. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-2339156168841531749?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/2339156168841531749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=2339156168841531749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2339156168841531749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2339156168841531749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/09/uma-heroina-e-um-heroi.html' title='Uma heroína e um herói.'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-7963689974303397546</id><published>2009-09-12T05:08:00.001-03:00</published><updated>2009-09-12T05:10:26.890-03:00</updated><title type='text'>Dias Gomes - O Santo Inquérito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;VISITADOR - Ajoelhe-se.&lt;br /&gt;BRANCA - Ajoelhar-me diante de vós? Com ambos os joelhos?&lt;br /&gt;VISITADOR - Sim, com ambos os joelhos.&lt;br /&gt;BRANCA - Perdão, mas não posso fazer isso.&lt;br /&gt;VISITADOR - Por que não?&lt;br /&gt;BRANCA - Porque ninguém deve ajoelhar-se diante de uma criatura humana.&lt;br /&gt;NOTÁRIO - E essa agora! Perdeu a cabeça? Não vê que está diante do visitador do Santo Ofício, representante do inquisidor-mor?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-7963689974303397546?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/7963689974303397546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=7963689974303397546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/7963689974303397546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/7963689974303397546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/09/dias-gomes-o-santo-inquerito.html' title='Dias Gomes - O Santo Inquérito'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-2885500323497281554</id><published>2009-08-18T22:30:00.006-03:00</published><updated>2009-08-19T22:13:18.752-03:00</updated><title type='text'>Vicente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esqueci de mim. De tudo! Senti-me no começo de uma grande busca, perto de algo terrível! O mundo parou e eu me transformei em um homem diante de sua razão. Foi aí que a pergunta brotou pela primeira vez: Quem sou eu? Quem? Era o canto que começava. Então, minha verdade saiu da terra, cresceu e ultrapassou a mata. Percebi...como devia ser maravilhoso compreender, interpretar e transmitir! Partir da minha casa, minha gente, de mim mesmo...e chegar ao significado de tudo, tendo como instrumentos de trabalho apenas as palavras e a vontade. Não usar nenhum suor, a não ser o meu. Nenhum braço, além dos meus. Nenhuma &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;inteligência&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;exceto&lt;/span&gt; a minha. Isto era ser livre! Eu me comunicaria! Seria tudo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existem nessa cidade cinco milhões de habitantes! Como levar a eles o que é preciso dizer? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há muitas coisas em minha vida, &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Lavínia&lt;/span&gt;, pedindo explicações. De muitas, lembro-me bem. Mas, são as escondidas que nos atormentam. As que ficam perdidas não sei em que imobilidade, agarradas às paredes como hera, guardadas em fundo de gaveta de &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;cômodas&lt;/span&gt; velhas, &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;refletidas&lt;/span&gt; em caixilhos, escondidas dentro de nós...!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que não posso ser o que sou? Escapar desse mundo, caduco para mim, e me comunicar...de uma maneira ou de outra. Deve haver algum meio! Mas sinto que falta sentido em tudo! Será que estou no caminho errado &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Lavínia&lt;/span&gt;? Vivemos numa sociedade em crise, de estruturas abaladas, valores negados, soluções salvadoras que não levaram a nada! Qual o caminho certo? Onde achar a resposta? No presente? No passado? Será que fiquei apenas em lamentações sobre a decadência...sem ter saído dela? Não posso passar a vida perguntando quem sou eu! Será que a incompreensão tem sido minha? A verdade já estará solta nas ruas...e eu não estou vendo? Tenho procurado resposta e não encontro. De tanto viver perguntas sem resposta, vou acabar andando à minha volta...e não chegarei nunca a uma solução. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;"É que...já não sei até que ponto...tudo que quero dizer tem importância." - Vicente com 5, 15, 23 e 43 anos de idade. Encontrou a resposta? Nem ele sabe. Alguns trechos das falas do personagem em Rasto Atrás de Jorge Andrade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-2885500323497281554?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/2885500323497281554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=2885500323497281554&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2885500323497281554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2885500323497281554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/08/vicente.html' title='Vicente'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-3010492442841898015</id><published>2009-08-18T12:51:00.005-03:00</published><updated>2009-08-18T22:26:26.055-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parecia que havia destruído um mundo dentro de mim e não conseguia substituí-lo. Eu sei que o fracasso também é positivo, mas quando se tem coragem de voltar-se para dentro de si mesmo e avaliar os erros que cometemos. Devo aproveitá-lo para entender-me...e criar alguma coisa. Para isso, preciso compreender esse passado e me libertar. Pensei que tivesse encontrado a explicação da angústia, de minha vida. Agora, vejo que tenho mentido. A pior coisa que pode acontecer a um autor, &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Lavínia&lt;/span&gt;, é perceber que mente e não saber como sair da mentira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;Vicente, personagem de Rasto Atrás de Jorge Andrade&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-3010492442841898015?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/3010492442841898015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=3010492442841898015&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3010492442841898015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3010492442841898015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/08/vicente-parecia-que-havia-destruido-um.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-3763851878389474424</id><published>2009-08-16T22:41:00.002-03:00</published><updated>2009-08-16T22:42:00.540-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Você é mais um conjunto de reações do que propriamente um ser humano."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa doeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-3763851878389474424?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/3763851878389474424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=3763851878389474424&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3763851878389474424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3763851878389474424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/08/voce-e-mais-um-conjunto-de-reacoes-do.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-9033980214707382536</id><published>2009-08-11T23:12:00.005-03:00</published><updated>2010-07-26T00:48:58.904-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acordou com ótimo humor, isso sempre acontecia depois de passar a noite lendo algo que lhe dava prazer, mas a briga com o melhor amigo fora inevitável. Luzia ficou pensativa. Ele pedira desculpas, mas o ocorrido não se apagaria, a cabeça ardia - dissera tudo? A imaginação a levaria longe, melhor seria parar de pensar. Tudo bem - Luzia respirou fundo - Até a noite restam muitas horas e elas precisam passar macias. Um telefonema, mais uma noite sozinha, a amiga que lhe faria companhia para ir ao cinema acabara de brigar com o namorado. Tudo bem - Estava acostumada e o fim do expediente se aproximava, iria, enfim, descansar. Depois de quase atropelar um cachorro, chegou em casa com o coração vazio de sempre. Faria algo simples para comer. Queria deitar-se, esquecer-se do quanto estava sozinha, esquecer-se do quanto era difícil continuar com tudo aquilo. Antes de dormir, escolheria para ler o que pudesse traduzir o que vivera hoje, assim poderia aliviar-se, e, quem sabe, acordar de bom humor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O telefone tocou, uma amiga de longe, disse "Lú, tô grávida. Tu vai ser Dinda!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, cara, uau! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E com essa notícia o peito de Luzia se encheu: era amor brotando. Daria amor, amor incondicional ao serzinho que chegaria logo mais. Delícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vida nova chegando! Oba, oba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligou. Por alguns instantes refletiu: talvez fosse egoísta. Mas, com tranquilidade e um sorriso leve nos lábios foi dormir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-9033980214707382536?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/9033980214707382536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=9033980214707382536&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/9033980214707382536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/9033980214707382536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/08/acordou-com-otimo-humor-isso-sempre.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-8363899267389626433</id><published>2009-08-10T02:46:00.006-03:00</published><updated>2009-08-11T23:08:29.634-03:00</updated><title type='text'>O Ovo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu brincava com as crianças, as crianças brincavam comigo. Como todo o mundo &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;vezenquando&lt;/span&gt; a gente brigava, pisava caco de vidro, roubava laranja, fugia pra tomar banho no rio. Uma vez também uma menina segurou no meu pinto. Ela era loira, gorda, tinha um &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;tranção&lt;/span&gt; até a cintura. Depois ela casou com um soldado da brigada, prendeu as tranças em volta da cabeça, mas continuou gorda. Dessas gordas que à &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;tardinha&lt;/span&gt; se debruçam na janela sobre uma almofada de cetim rosa. Toda vez que eu vinha do emprego passava em frente à casa dela e olhava &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;exatamente&lt;/span&gt; como quem pensa "você uma vez segurou no meu pinto". Lógico, ela não me &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;cumprimentava&lt;/span&gt;. Acho que não é muito comum as meninas que seguram nos pintos dos meninos &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;cumprimentarem&lt;/span&gt; eles depois que crescem e casam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando eu tinha uns treze anos arranjei uma namorada que namorei até os &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;dezessete&lt;/span&gt;. Essa nunca segurou no meu pinto, e era diferente, dessas pra casar pelo menos naquela época eu pensava assim. Só há pouco tempo, depois que vim para cá, é que me convenci de que são todas umas vacas. E os homens, uns cães. Todos eles sabendo e fingindo que não sabem. A mãe da minha namorada ficava a noite inteira sentada com a gente na sala, só levantava para trazer doce de leite, de abóbora ou de batata-doce. A menina &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;vezenquando&lt;/span&gt; tocava piano, mal para burro, diga-se de passagem. Mas eu nem ouvia direito. É que quando ela sentava um pedaço da saia levantava e apareciam umas &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;coxonas&lt;/span&gt; muito brancas e grossas. Eu olhava discreto, o máximo que fazia era derrubar alguma coisa no chão pra ver melhor. Eu era um moço de respeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando tinha dezoito anos, ela casou. Com um soldado da brigada. Foi então que pensei seriamente em entrar para a brigada, já que duas mulheres da minha vida tinham casado com soldados. Parecia que eu estava destinado a sempre perdê-las para eles. Só que eu achava horrível aquela roupa, os &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;coturnos&lt;/span&gt;, o &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;casquete&lt;/span&gt; -tudo. Mas se eu queria casar - e naquele tempo eu queria - tinha que ser soldado. Até que descobri uma solução melhor. Perto da minha casa morava um soldado da brigada. A minha mãe era madrinha dele, a mãe dele era viúva. Quando crianças, nós brincávamos muito, mas era um &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;guri&lt;/span&gt; esquisito como o diabo. Todo delicado, cheio de não-me-toques, &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;loirinho&lt;/span&gt;,com uns olhos claros, uma cor que eu nunca mais consegui lembrar depois que ele se matou. Todos os sábados de manhã ele ia visitar mamãe, levava umas frutas ou doce qualquer que a mãe dele tinha feito e ficava conversando na sala, feito moça. Logo que minha namorada casou eu nem olhava pra ele, de tanto ódio. Depois comecei a armar uma vingança. Quando ele chegava eu ficava passando na sala sem camisa, às vezes até sem calças, só de cuecas. Ele ficava todo perturbado e desviava os olhos. Eu sentava perto, encostava a perna, piscava um olho pra ele na hora de apertar a mão. Um dia convidei-o pra fazer uma pescaria comigo. Levamos uma barraca, cobertores, pinga, duas dessas camas de armar. E de noite eu comi ele. Com gosto. Como se estivesse com o pau na &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;bunda&lt;/span&gt; de todos os soldados da brigada do mundo. Ele nunca mais foi lá em casa, a minha mãe reclamava, parava ele na rua para perguntar por quê. Até que ele tomou formicida e morreu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí nasceu o meu irmão. Não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas não posso fazer nada se meu irmão nasceu mesmo quando ele morreu. Nasceu &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;direitinho&lt;/span&gt; e tudo, mas quando tinha uns seis meses começou a definhar, definhar, e morreu de &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;caganeira&lt;/span&gt; verde. Foi bom. Senão seria mais um filho da &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt;. Ou soldado da brigada, o que dá no mesmo. Mas no dia em que ele morreu, eu não pensei assim. Subi em cima da montanha e fiquei olhando o mundo. Agora eu penso que se ele não tivesse morri do eu não teria subido na montanha, e se não tivesse subido na montanha não teria visto o que vi. Mas as coisas são porque têm que ser, não adianta nada a gente querer que sejam de outro jeito. Então ele morreu, eu subi na montanha e vi. O mundo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Trecho do conto "O Ovo" do Caio Fernando Abreu&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-8363899267389626433?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/8363899267389626433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=8363899267389626433&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8363899267389626433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8363899267389626433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/08/o-ovo.html' title='O Ovo'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-9198958339971322360</id><published>2009-08-07T00:56:00.012-03:00</published><updated>2010-09-02T02:13:14.175-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Olha, quantos anos tu tem? Conversa comigo. Tu tá todo sujo de sangue. Te ofereceria um gole da minha bebida...O que houve, tu cheirou? Hum, imaginei. Olha, tu tá com a cara toda suja, tem sangue nas tuas mãos. &lt;em&gt;(Menino passa a mão no nariz a fim de limpar o sangue que escorre pelas narinas.) &lt;/em&gt;Hum, tu já viu aquela cena do &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Pulp&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Fiction&lt;/span&gt;? &lt;em&gt;(O&lt;/em&gt;&lt;em&gt; menino não consegue falar, está com os olhos estalados de tanto pó que cheirou.)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Oi&lt;/span&gt;, voltei.&lt;br /&gt;- Ah, &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;ótimo&lt;/span&gt;, trouxe a cerveja? Olha só esse cara aqui, acho que ele andou cheirando demais.&lt;br /&gt;- Hum, tu cheirou cara? Olha, eu tenho desvio de septo, cada vez que eu cheiro eu faço um estrago, tu tem isso também? Algum outro problema?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(O Menino me olhava fixamente)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Cara, eu sei que ela é linda, mas não te apaixona.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Menino sorri.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Hum, olha só querido, acho melhor tu ir no banheiro e lavar o rosto e as mãos porque desse jeito tu não vai pegar ninguém nessa festa. O que tu acha? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(O menino sorri para mim, passa as mãos no nariz espalhando mais o &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;sangue&lt;/span&gt; pelo rosto sujando-o ainda mais. Levanta-se e vai em &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;direção&lt;/span&gt; ao banheiro)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É acho que ele ficou afim de ti.&lt;/div&gt;- Pode ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Diários de Samantha&lt;/span&gt; Wolf - uma de suas noites.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-9198958339971322360?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/9198958339971322360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=9198958339971322360&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/9198958339971322360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/9198958339971322360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/08/olha-quantos-anos-tu-tem-conversa.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-6587201396737064133</id><published>2009-08-05T23:40:00.009-03:00</published><updated>2009-08-07T00:21:40.323-03:00</updated><title type='text'>Um pouco de Clarice e o livro dos prazeres</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível — que era seco como a febre de quem não transpira, era amor sem ópio nem morfina. E "eu te amo" era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé. Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede. Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem ponta salientes por onde serem pinçadas e extirpadas. Só os dentes estavam úmidos. Dentro de uma boca voraz e ressequida os dentes úmidos mas duros — e sobretudo a boca voraz para nada. E o nada era quente naquele fim de tarde eternizada pelo planeta Marte. Seus olhos abertos e diamantes. Nos telhados os pardais secos. "Eu vos amo, pessoas", era frase impossível. A humanidade lhe era como morte eterna que no entanto não tivesse o alívio de enfim morrer. Nada, nada morria na tarde enxuta, nada apodrecia. E às seis horas da tarde fazia meio-dia. Fazia meio-dia com um barulho atento de máquina de bomba de água, bomba que trabalhava há tanto tempo sem água e que virará ferro enferrujado: há dois dias faltava água em diversas zonas da cidade. Nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos-diamantes, e de vibração parada. Nem mesmo a angústia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito. Dor? Nenhuma. Nenhum sinal de lágrima e nenhum suor. Sal nenhum. Só uma doçura pesada: como a da casca lenta dos elefantes de couro ressequido. A esqualidez límpida e quente. Pensar no seu homem? Não, era a farpa na parte coração dos pés. Ah, se as mãos começassem a se umedecer. Nem que houvesse água, por ódio não se banharia. Era por ódio que não havia água. Nada escorria. A dificuldade era uma coisa parada. E uma jóia diamante. A cigarra de garganta seca não parava de rosnar. Por seco e calmo ódio, quero isso mesmo, este silêncio feito de calor que a cigarra rude torna sensível. Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a Eternidade de trilhões de anos das estrelas e da Terra, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem. É o perdão súbito, nós que nos alimentávamos com gosto secreto da punição. Agora é a indiferença de um perdão. Pois não há mais julgamento. Não é um perdão que tenha vindo depois de um julgamento. É a ausência de juiz e condenado. E não chove, não chove. Não existe menstruação. Os ovários são duas pérolas secas. Vou vos dizer a verdade: por ódio seco, quero é isto mesmo, e que não chova.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Clarice Lispector - Trecho de "A Origem da Primavera ou A Morte Necessária em Pleno Dia".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-6587201396737064133?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/6587201396737064133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=6587201396737064133&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/6587201396737064133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/6587201396737064133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/08/ainda-era-cedo-para-acender-as-lampadas.html' title='Um pouco de Clarice e o livro dos prazeres'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-3435805097840168021</id><published>2009-08-04T21:59:00.009-03:00</published><updated>2009-08-04T23:02:32.078-03:00</updated><title type='text'>"Declamações entre latas de lixo e a suave soberana luz da mente"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus, arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca de uma dose violenta de qualquer coisa com cabeça de anjo ansiando pelo antigo &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;contato&lt;/span&gt; celestial com o dínamo estrelado da maquinaria da noite, que pobres, esfarrapados e de olheiras fundas, viajaram fumando sentados na &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt; escuridão dos miseráveis apartamentos sem água quente, flutuando sobre os &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;tetos&lt;/span&gt; das cidades contemplando jazz, que desnudaram seus cérebros ao céu sob o Elevados, que passaram por universidades com olhos frios e radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz de William &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Blake&lt;/span&gt; entre os estudiosos da guerra, que foram expulsos das universidades por serem loucos e publicarem odes obscenas nas janelas do crânio, que se refugiaram em quartos de paredes de pintura descascada em roupa de baixo queimando seu dinheiro em cestas de papel, escutando o Terror através da parede.&lt;br /&gt;Flagelaram seus &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;torsos&lt;/span&gt; noite após noite com sonhos, com drogas, com pesadelos na vigília, álcool e &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;caralhos&lt;/span&gt; e intermináveis orgias, &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;incomparáveis&lt;/span&gt; ruas cegas sem saída de nuvem tremula e clarão na mente, iluminando completamente o mundo imóvel do Tempo &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;intermediário&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;porre&lt;/span&gt; de vinho nos telhados, cabeça feita do prazer, vibrações de sol e lua e árvore no ronco de crepúsculo de inverno, declamações entre latas de lixo e a suave soberana luz da mente, &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;trêmulos&lt;/span&gt;, a boca arrebentada e o despovoado deserto do cérebro esvaziado de qualquer brilho. Batalhão perdido de &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;debatedores&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;platônicos&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;saltando dos&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;gradis&lt;/span&gt; das escadas de emergência dos parapeitos das janelas do &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Empire&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;State&lt;/span&gt; da Lua, tagarelando, berrando, vomitando, sussurrando fatos e lembranças e anedotas e viagens visuais e choques nos hospitais e prisões e guerras, intelectos inteiros regurgitados em recordação total com os olhos brilhando por sete dias e noites. Vaguearam famintos e sós procurando jazz ou sexo ou &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;rango&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;distribuíndo&lt;/span&gt; folhetos &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;ininteligíveis&lt;/span&gt;, que apagaram cigarros acesos nos seus braços protestando contra o nevoeiro narcótico de tabaco do Capitalismo, que distribuíram panfletos &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;supercomunistas&lt;/span&gt; em &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;Union&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;Square&lt;/span&gt;, chorando e despindo-se enquanto as sirenes de Los Alamos os afugentavam gemendo mais alto que eles. Morderam policiais no pescoço e berraram de prazer nos carros de presos por não terem cometido outro crime a não ser sua &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;transação&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;pederástica&lt;/span&gt; e tóxica, que uivaram de joelhos no &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;Metrô&lt;/span&gt; e foram arrancados do telhado sacudindo genitais e manuscritos, que se deixaram &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;foder&lt;/span&gt; no rabo por motociclistas santificados e urraram de prazer, que &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;enrabaram&lt;/span&gt; e foram &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;enrabados&lt;/span&gt; por esses &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;serafins&lt;/span&gt; humanos, os marinheiros, carícias de amor atlântico e &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;caribeano&lt;/span&gt;, que &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;transaram&lt;/span&gt; pela manhã e ao cair da tarde em roseirais, na grama de jardins públicos e cemitérios, espalhando livremente seu &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;sêmem&lt;/span&gt; para quem quisesse vir, que soluçaram &lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-error"&gt;interminavelmente&lt;/span&gt; tentando gargalhar mas acabaram choramingando atrás de um tabique de banho turco onde o anjo loiro e nu veio atravessá-los com sua espada, que perderam seus garotos amados para as três &lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-error"&gt;megeras&lt;/span&gt; do destino, a &lt;span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-error"&gt;megera&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_35" class="blsp-spelling-error"&gt;caolha&lt;/span&gt; do dólar &lt;span id="SPELLING_ERROR_36" class="blsp-spelling-error"&gt;heterossexual&lt;/span&gt;, a &lt;span id="SPELLING_ERROR_37" class="blsp-spelling-error"&gt;megera&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_38" class="blsp-spelling-error"&gt;caolha&lt;/span&gt; que pisca de dentro do ventre e a &lt;span id="SPELLING_ERROR_39" class="blsp-spelling-error"&gt;megera&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_40" class="blsp-spelling-error"&gt;caolha&lt;/span&gt; que só sabe ficar plantada sobre sua &lt;span id="SPELLING_ERROR_41" class="blsp-spelling-error"&gt;bunda&lt;/span&gt; retalhando os dourados fios intelectuais do tear do artesão, que copularam em êxtase insaciável com uma garrafa de cerveja, uma namorada, um maço de cigarros, uma vela, e caíram da cama e continuaram pelo assoalho e pelo corredor e terminaram desmaiando contra a parede com uma visão da &lt;span id="SPELLING_ERROR_42" class="blsp-spelling-error"&gt;buceta&lt;/span&gt; final e acabaram sufocando um derradeiro lampejo de consciência, que adoçaram as trepadas de um milhão de garotas &lt;span id="SPELLING_ERROR_43" class="blsp-spelling-error"&gt;trêmulas&lt;/span&gt; ao anoitecer, acordaram de olhos vermelhos no dia seguinte mesmo assim prontos para adoçar trepadas na aurora. Que jogaram seus relógios do telhado fazendo seu &lt;span id="SPELLING_ERROR_44" class="blsp-spelling-error"&gt;lance de&lt;/span&gt; aposta pela Eternidade fora do Tempo e despertadores caíram nas suas cabeças por todos os dias da década seguinte, que cortaram seus pulsos sem resultado por três vezes seguidas, desistiram e foram obrigados a abrir lojas de &lt;span id="SPELLING_ERROR_45" class="blsp-spelling-error"&gt;antigüidades&lt;/span&gt; onde acharam que estavam ficando velhos e choraram. Cantaram desesperados nas janelas, jogaram-se pela janela do &lt;span id="SPELLING_ERROR_46" class="blsp-spelling-error"&gt;metrô&lt;/span&gt;, choraram pela rua afora, dançaram sobre garrafas quebradas de vinho descalços arrebentando nostálgicos discos de jazz europeu dos anos 30 na Alemanha, terminaram o whisky e vomitaram gemendo no &lt;span id="SPELLING_ERROR_47" class="blsp-spelling-error"&gt;toalete&lt;/span&gt; sangrento, lamentações nos ouvidos e o sopro de colossais apitos a vapor, que mandaram brasa pelas rodovias do passado viajando pela solidão da vigília de cadeia, que guiaram atravessando o país durante setenta e duas horas para saber se eu tinha tido uma visão ou se você tinha tido uma visão ou se ele tinha tido uma visão para descobrir a Eternidade e finalmente partiram para descobrir o Tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Alguns &lt;span id="SPELLING_ERROR_48" class="blsp-spelling-corrected"&gt;trechos&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_49" class="blsp-spelling-error"&gt;selecionados&lt;/span&gt; de "Howl" de Allen &lt;span id="SPELLING_ERROR_50" class="blsp-spelling-error"&gt;Ginsberg&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-3435805097840168021?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/3435805097840168021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=3435805097840168021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3435805097840168021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3435805097840168021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/08/declamacoes-entre-latas-de-lixo-e-suave.html' title='&quot;Declamações entre latas de lixo e a suave soberana luz da mente&quot;'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-2754461177983597812</id><published>2009-08-02T22:58:00.002-03:00</published><updated>2009-08-02T23:24:52.582-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A: Você é meu companheiro.&lt;br /&gt;B: &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Hein&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;A: Você é meu companheiro, eu disse&lt;br /&gt;B: O quê?&lt;br /&gt;A: Eu disse que você é meu companheiro.&lt;br /&gt;B: O que é que você quer dizer com isso?&lt;br /&gt;A: Eu quero dizer que você é meu companheiro. Só isso.&lt;br /&gt;B: Tem alguma coisa atrás, eu sinto.&lt;br /&gt;A: Não. Não tem nada. Deixa de ser paranóico.&lt;br /&gt;B: Não é disso que estou falando.&lt;br /&gt;A: Você está falando do quê, então?&lt;br /&gt;B: Estou falando disso que você falou agora.&lt;br /&gt;A: Ah, sei. Que eu sou teu companheiro.&lt;br /&gt;B: Não, não foi assim: que eu sou teu companheiro.&lt;br /&gt;A: Você também sente?&lt;br /&gt;B: O quê?&lt;br /&gt;A: Que você é meu companheiro?&lt;br /&gt;B: Não me confunda. Tem alguma coisa atrás, eu sei.&lt;br /&gt;A: Atrás do companheiro?&lt;br /&gt;B: É.&lt;br /&gt;A: Não.&lt;br /&gt;B: Você não sente?&lt;br /&gt;A: Que você é meu companheiro? Sinto, sim. Claro que eu sinto. E você, não?&lt;br /&gt;B: Não. Não é isso. Não é assim.&lt;br /&gt;A: Você não quer que seja isso assim?&lt;br /&gt;B: Não é que eu não queira: é que não é.&lt;br /&gt;A: Não me confunda, por favor, não me confunda. No começo era claro.&lt;br /&gt;B: Agora não?&lt;br /&gt;A: Agora sim. Você quer?&lt;br /&gt;B: O quê?&lt;br /&gt;A: Ser meu companheiro.&lt;br /&gt;B: Ser teu companheiro?&lt;br /&gt;A: É.&lt;br /&gt;B: Companheiro?&lt;br /&gt;A: Sim.&lt;br /&gt;B: Eu não sei. Por favor não me confunda. No começo era claro. Tem alguma coisa atrás, você não vê?&lt;br /&gt;A: Eu vejo. Eu quero.&lt;br /&gt;B: O quê?&lt;br /&gt;A: Que você seja meu companheiro.&lt;br /&gt;B: &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Hein&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;A: Eu quero que você seja meu companheiro, eu disse.&lt;br /&gt;B: O quê?&lt;br /&gt;A: Eu disse que eu quero que você seja meu companheiro.&lt;br /&gt;B: Você disse?&lt;br /&gt;A: Eu disse?&lt;br /&gt;B: Não, não foi assim: eu disse.&lt;br /&gt;A: O quê?&lt;br /&gt;B: Você é meu companheiro.&lt;br /&gt;A: &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Hein&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Diálogo retirado do livro Morangos Mofados do Caio Fernando Abreu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-2754461177983597812?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/2754461177983597812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=2754461177983597812&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2754461177983597812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2754461177983597812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/08/voce-e-meu-companheiro.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-3917572302848697326</id><published>2009-07-16T00:22:00.005-03:00</published><updated>2010-09-02T02:16:47.961-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Só nós mulheres sabemos o quanto é difícil viver em uma sociedade patriarcal. O machismo impera em todas as formas de comunicação e todos os tipos de relação. Ter consciência e tentar driblar não é simples, pelo contrário, é doloroso e agressivo ter de lidar com a tamanha incoerência dessa "lógica" cultural. Perceber as formas de dominação, transpor os pensamentos que nos consomem e os limites que nós próprias nos damos, como por exemplo, o medo de enfrentar força física, são obstáculos que superamos para combater o machismo de frente; são atitudes &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;difíceis mas necessárias. &lt;/span&gt;Nós mulheres não somos frágeis e fracas, não somos bonecas &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;choronas&lt;/span&gt; e nem &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;princesinhas&lt;/span&gt; que precisam de &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;proteção&lt;/span&gt;, não somos carentes e nem histéricas irracionais, tentaram nos fazer crer nesta farsa. Os homens sempre nos dominaram, pais, irmãos, companheiros; fomos escravas, fomos &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;prêmios&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, nossa virgindade foi &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;prêmio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, nosso sexo sempre foi tabu, disseram que éramos inferiores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora chega. Sou só minha, inteiramente minha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-3917572302848697326?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/3917572302848697326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=3917572302848697326&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3917572302848697326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3917572302848697326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/07/so-nos-mulheres-sabemos-o-quanto-e.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-3619432934675413565</id><published>2009-07-13T00:06:00.004-03:00</published><updated>2009-07-13T01:29:22.686-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eles acreditavam que não chegaríamos nunca. No entanto, nada nos deteve. Eu sei, agora a fuga não é mais o caminho. Eu sei que as fronteiras estão fechadas, que nas poucas brechas que havia, eles levantaram mastros. Eu sei. Eu sei da força, da ordem, do &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;fuzil&lt;/span&gt; e da armadilha. Eu sei. Eu sei! Mas eu creio numa coisa maior! Me dizendo que a gente consegue. Não importa, não se apela aos covardes. Nem aos cansados da viagem. Somos covardes? Estamos cansados? Como contar com os outros se um a um foram massacrados? Porque então a nossa luta? A razão se esvazia e no final o silêncio prevalece? Não. Eu creio em algo maior dizendo que a gente consegue. E eu sei, a gente consegue. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Livremente inspirado na peça "Patética" de João Ribeiro Chaves Neto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-3619432934675413565?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/3619432934675413565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=3619432934675413565&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3619432934675413565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3619432934675413565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/07/eles-acreditavam-que-nao-chegariamos.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-8623005324242765530</id><published>2009-07-08T00:22:00.004-03:00</published><updated>2009-08-08T14:08:32.968-03:00</updated><title type='text'>Conto Erótico.</title><content type='html'>- Só estavamos aqui tentando estudar, eu juro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-8623005324242765530?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/8623005324242765530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=8623005324242765530&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8623005324242765530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8623005324242765530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/07/conto-erotico.html' title='Conto Erótico.'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-8824531832476438277</id><published>2009-07-03T12:00:00.007-03:00</published><updated>2009-07-03T12:28:30.637-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Eurídice&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Uma pessoa tem um corpo,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um só, sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A alma já está farta&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;De ficar confinada dentro&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;De uma caixa, com orelhas e olhos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Feita de pele - só cicatrizes -&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Cobrindo um esqueleto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Pela córnea ela voa&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Para a cúpula do céu,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sobre um raio gélido,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Até uma rodopiante revoada de pássaros,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E ouve pelas grades&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Da sua prisão viva&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O crepitar de florestas e milharais&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O troar de sete mares.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Uma alma sem corpo é pecaminosa&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nenhuma inteção, nem um verso.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Uma charada sem solução:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quem vai voltar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ao salão depois do baile,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quando não há ninguém para dançar?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E eu sonho com uma alma diferente&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Vestida com outras roupas:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que se inflama enquanto corre&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Da timidez à esperança;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Pura e sem sombra,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Como fogo, ela percorre a Terra,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Deixa lilases sobre a mesa&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Para que se lembrem dela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Então continua a correr, criança, não te aflige&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Por causa da Eurídice;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Continua a rodar teu aro de cobre,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Corre com ele mundo afora,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Enquanto, em notas firmes&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;De tom alegre e frio,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Em resposta a cada passo que deres,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A Terra soar em teus ouvidos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;- Arseni Tarkovski -&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Depois de resgatá-la, com sua música, Orfeu olhou para trás antes de chegar a superfície, e assim perdeu Eurídice para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-8824531832476438277?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/8824531832476438277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=8824531832476438277&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8824531832476438277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8824531832476438277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/07/euridice-uma-pessoa-tem-um-corpo-um-so.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-8064489424893164372</id><published>2009-07-02T01:02:00.004-03:00</published><updated>2009-07-02T02:03:59.330-03:00</updated><title type='text'>O ar é aquela coisa que se move em torno da cabeça e se torna mais claro quando você ri.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Posso sentir várias coisas ao mesmo tempo, o caminho do nosso coração é coberto de sombras, precisamos ouvir as vozes que nos parecem inúteis.  Precisamos encher as orelhas e os olhos de todos nós com sonhos, com coisas de sonhos. Precisamos alimentar o desejo e esticar os cantos da alma como um lençol sem fim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se querem que o mundo vá adiante devemos nos dar as mãos. Precisamos mesclar os ditos saudáveis com os ditos doentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vocês sãos! O que significa sua saúde? Os olhos da humanidade miram o abismo no qual estamos todos mergulhando. A liberdade é inútil se você não tem coragem de olhar em nossos olhos, de comer &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;conosco&lt;/span&gt; e de beber &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;conosco&lt;/span&gt;. São os ditos sãos que levaram o mundo a beira da catástrofe. Homens escutem! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Grandes coisas acabam, só as pequenas permanecem. Basta observar a natureza para se ver que a vida é simples. Precisamos voltar ao ponto onde tomamos o caminho errado. Precisamos voltar ao fundamento da vida sem sujar a água. Que tipo de mundo é este se é um louco que lhes diz que devem envergonhar-se?! Ó mãe! O ar é aquela coisa que se move em torno da cabeça e se torna mais claro quando você ri.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Dito por um Louco.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Trechos retirados de "Nostalgia", filme de Tarkovski,  escrita livremente adaptada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-8064489424893164372?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/8064489424893164372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=8064489424893164372&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8064489424893164372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8064489424893164372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/07/o-ar-e-aquela-coisa-que-se-move-em.html' title='O ar é aquela coisa que se move em torno da cabeça e se torna mais claro quando você ri.'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-4141910530319985284</id><published>2009-06-25T11:33:00.008-03:00</published><updated>2009-06-29T00:38:18.207-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A produção intelectual está baixa por aqui, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;porém,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a &lt;em&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;re&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;produção cultural vai indo bem!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encontrei um sebo cheio de &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Drummond&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vazio de Cecília Meireles; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;trouxe "Poesia Errante" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pra fazer par com o Alento e&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;também um incenso de Alecrim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu Quintana continua no bolso, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;acompanhando o mineirinho,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caio num PDF e quero muito mais de Brecht.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amanhã Maratona Literária&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://maratonaliteraria.blogspot.com/"&gt;http://maratonaliteraria.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-4141910530319985284?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/4141910530319985284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=4141910530319985284&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4141910530319985284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4141910530319985284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/producao-intelectual-esta-baixa-por.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-1140553876992770781</id><published>2009-06-24T01:47:00.005-03:00</published><updated>2009-07-02T02:13:26.797-03:00</updated><title type='text'>ninguém é superior a ninguém</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;aos intelectuais -&lt;br /&gt;"Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aos revolucionários -&lt;br /&gt;"É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática."&lt;br /&gt;"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aos educadores -&lt;br /&gt;"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;delícia de viver -&lt;br /&gt;"Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. Está é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à toda gente -&lt;br /&gt;"Amar é um ato de coragem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Paulo Freire - "Não se pode falar em educação sem amor", em revolução também não. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-1140553876992770781?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/1140553876992770781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=1140553876992770781&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/1140553876992770781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/1140553876992770781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/ninguem-e-superior-ninguem.html' title='ninguém é superior a ninguém'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-675627611348849749</id><published>2009-06-23T10:03:00.005-03:00</published><updated>2009-08-08T15:43:35.777-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;strong&gt;Kassandra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Adubaste com sangue esta terra. Fartaste de corpos humanos uma indústria. Nas tuas máquinas trituradoras, tu, o cão sanguinário. A tua propriedade privada são dois pares de botas. &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Dizias&lt;/span&gt; tu, quando te perguntaram pelos teus cadáveres: "acaso os contaste?". Já não podes contá-los porque são o chão em que pisamos em &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;direção&lt;/span&gt; ao teu futuro radioso. A humanidade é um triste material. Humanamente material. Formigas em baixo da bota. Ontem para o teu amanhã. Vejo a chegada de uma época onde os &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;reis&lt;/span&gt; bárbaros governam um mundo cheio de vícios, onde homens audaciosos e maus vivem vidas curtas, têm os cabelos brancos aos &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;dezesseis&lt;/span&gt; anos e copulam com animais. Suas mulheres prostitutas fazem amor com bocas de cobiça. As vacas são secas e estéreis. Já não há mais flores e nem pureza, só ambição, corrupção, comércio. Eu não poderia amar um herói. Eu não quero assistir à tua metamorfose em monumento público. Ainda bem, &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Enéias&lt;/span&gt;, que tu nunca disseste que isso não te aconteceria ou que tu poderias me livrar de tudo isso. O que se pode fazer contra uma época que &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;necessita&lt;/span&gt; de heróis? Que a dor nos faça lembrar um do outro. Por ela será que nos reconheceremos mais tarde, caso exista um mais tarde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;strong&gt;Eumelo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;, ninguém é feliz sem fazer mal aos outros. É a ordem da terra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;strong&gt;Kassandra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Eu não nasci para consentir nessa ordem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;strong&gt;Eumelo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - E quem é que pede para consentires? A ordem do mundo não mudará o sabor dos teus desejos. Se queres mudá-la, abandona os teus sonhos e toma conhecimento da realidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;strong&gt;Kassandra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Eu já conheço a receita. É preciso matar para suprimir a injustiça. Há séculos que isso dura. Há séculos que os senhores da tua raça apodrecem a chaga do mundo sob o pretexto de curá-la. E, no entanto, continuam a vangloriar-se de sua receita, uma vez que ninguém lhes riu na cara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Eumelo&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Basta olhar para os homens e verás que qualquer justiça é bastante boa para eles. Então, já sabes. Eles te deixarão sempre só. E aquela que está sozinha deve morrer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;Kassandra&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Não, é uma tese falsa. Se eu estivesse só, tudo seria fácil. Mas, por bem ou por mal, eles estão comigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Eumelo&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Belo rebanho, pena que cheira mal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Kassandra&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Eles não são puros. Eu também não sou. Além do mais, nasci entre eles. Vivo para minha cidade e para a minha época.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;strong&gt;Eumelo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Veste os teus homens livres com o uniforme da minha polícia e verás no que eles se transformam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;strong&gt;Kassandra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - É verdade que lhes acontece serem covardes e cruéis. É por isso que não têm mais do que tu o direito ao poder. Homem nenhum, nenhum, tem virtude o suficiente para que lhe possa ser permitido o poder absoluto. Eu só desprezo os carrascos. &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;Faças&lt;/span&gt; o que fizeres, esses homens sempre serão maiores do que tu. Se lhes acontecer, de alguma vez, matar, é na loucura de um instante. Tu, não. Tu massacras segundo a lei e a lógica. Não rias de seu ar de temor. Há &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-corrected"&gt;séculos&lt;/span&gt; o cometa do medo passa por cima deles. Há &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-corrected"&gt;séculos&lt;/span&gt; eles morrem e seu amor é dilacerado. O maior de seus crimes terá sempre uma desculpa. Mas não encontro desculpas para o crime que, em todos os tempos, tens cometido contra eles e que, para arrematar, tiveste a &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;idéia&lt;/span&gt; de codificar nessa imunda ordem que é a tua. Eu não baixarei os olhos. Agora eu entendo o que me foi imposto "tu dirás a verdade, mas ninguém acreditará em ti". &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;Alí&lt;/span&gt; estava o ninguém que deveria me crer. Que não foi capaz de crer porque não acreditava em nada. Um ninguém incapaz de crer. Que, ao menos, o meu ódio sobrevivesse. Que brote do meu túmulo o ódio. E eu? Haverá um mundo, um tempo, um lugar pra mim? Ninguém a quem possa perguntar. Essa é a resposta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Fragmentos de Kassandra In Process baseados em "Germania 3 Morte em Berlim" de Heiner Muller, em "Estado de sítio" de Albert Camus e ainda em "Medéia. Vozes." de Christa Wolf. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-675627611348849749?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/675627611348849749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=675627611348849749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/675627611348849749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/675627611348849749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/kassandra-adubaste-com-sangue-esta.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-2406784083926850828</id><published>2009-06-20T01:02:00.000-03:00</published><updated>2009-06-20T01:19:52.774-03:00</updated><title type='text'>Cena da peça "Patética" de João Ribeiro Chaves Neto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Glauco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Joana, por que o circo está fechando?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Joana &lt;/strong&gt;- Dívida. Dinheiro curto. Os donos do terreno tão tirando ele da gente. Porque perdemos a demanda. É, teve uma demanda!...Quiseram subir o preço. Só vendo. O circo não podia. O que pagava já era muito. E eles sempre pediam mais. A gente tentou. Tentou de tudo. A gente foi falar com o Prefeito. Que não recebeu. E com o Secretário da Cultura. Que recebeu pra dizer que o circo não tinha nível. Pior ainda: mandou pôr no jornal que a gente tinha era que morrer mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - E você, o que pensa? Tem nível?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Joana&lt;/strong&gt; - Tem. Tem sim!...Quanta coisa bonita se vê aqui. Coisa boa de se pensar e discutir. Parece só um bate-papo com quem tá sentado aí na frente. Mas eles aprendem e gostam que só vendo. A gente ensina...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Ensina o que?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Joana&lt;/strong&gt; - Que a vida...Que não se pode viver só pra comer, dormir. O circo ensina o outro lado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Que outro lado é esse?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Joana&lt;/strong&gt; - O lado das coisas que não se diz. Porque não é preciso dizer não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Você sabe quem foi Shakespeare?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Joana&lt;/strong&gt; - Quem foi sei não. Mas sei que escreveu o Otelo e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Megera&lt;/span&gt;, duas peças que fiz aqui. Sucesso todas duas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Glauco&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Vocês não tem receio de levar esses autores? Vocês pagam direitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;autorais&lt;/span&gt;? Vocês não pensam que podem protestar contra o que estão fazendo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Joana &lt;/strong&gt;- Por que haviam de achar ruim? A gente faz direito. Como manda no papel!...As palavras que não se entende, Bolota explica. E, se for muito difícil, muda. A peça sai bem feita. Sai sim!...Então por que é que não iam gostar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Glauco&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Deixa pra lá, Joana. Eu quero saber agora se o público, esse que vem aqui, não acha o trabalho de vocês uma chatice.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Joana &lt;/strong&gt;- Não! Acha não, senhor! Bate palma e volta sempre. Nós nunca acendemos a luz com menos de cinquenta pessoas. E antigamente, quando o circo era itinerante, vinha muito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;escritor&lt;/span&gt; trazer peça pra gente. Querendo que se levasse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Glauco&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- E vocês levavam?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Joana&lt;/strong&gt; - Se o Bolota achava bom, levava! Foi assim com a peça do Seu Zé Vicente. Aquela que morria todo mundo no fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-2406784083926850828?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/2406784083926850828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=2406784083926850828&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2406784083926850828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2406784083926850828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/cena-da-peca-patetica-de-joao-ribeiro.html' title='Cena da peça &quot;Patética&quot; de João Ribeiro Chaves Neto'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-584054532102624834</id><published>2009-06-17T23:59:00.000-03:00</published><updated>2009-06-18T00:20:31.157-03:00</updated><title type='text'>"a propriedade é o grande valor do direito penal. Basta ver que a pena do furto é maior do que a pena de tortura"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por que a Justiça não pune os ricos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Tatiana Merlino&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Maria Aparecida evita olhar para sua imagem refletida no espelho. Faz quatro anos que a jovem paulistana saiu da cadeia, mas, nem que quisesse, conseguiria esquecer o que sofreu durante um ano de detenção. Seu reflexo remonta ao ocorrido no Cadeião de Pinheiros, onde esteve presa após tentar furtar um xampu e um condicionador que, juntos, valiam 24 reais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá, Maria Aparecida de Matos pagou por seu “crime”: ficou cega do olho direito. Portadora de “retardo mental moderado”, a ex-empregada doméstica foi detida em flagrante em abril de 2004, quando tinha 23 anos. Na delegacia, não deixaram que telefonasse para a família. Foi mandada diretamente para a prisão, onde passou a dividir uma cela com outras 25 mulheres. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em surto, a jovem não dormia durante a noite, comia o que encontrava pelo chão, urinava na roupa. Passado algum tempo, para tentar encerrar um tumulto, a carceragem lançou uma bomba de gás lacrimogêneo na área das detentas. Uma delas resolveu jogar água no rosto de Maria Aparecida, e a mistura do gás com o líquido fez com que seu olho fosse sendo queimado pouco a pouco. "Parecia que tinha um bicho me comendo lá dentro", conta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pedido das colegas de pavilhão, que não aguentavam mais os gritos de dor e os barulhos provocados pela moça, ela foi transferida para o "seguro", onde ficam as presas ameaçadas de morte. Maria Aparecida passou a apanhar dia e noite. "Eu chorava muito de dor no olho, e elas começaram a me bater com cabo de vassoura", relembra, emocionada. Somente quando compareceu à audiência do seu caso, sete meses depois de ter sido detida, sua transferência para a Casa de Custódia de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, foi autorizada. Lá, diagnosticaram que havia perdido a visão do olho direito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi nessa época que sua irmã Gisleine procurou a Pastoral Carcerária, que a encaminhou para a advogada Sonia Regina Arrojo e Drigo, vice-presidente do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC). Sonia entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, que foi negado. Apelou, então, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em maio de 2005, concedeu liberdade provisória à jovem, 13 meses depois de ter sido presa por causa de 24 reais. A advogada também entrou com um pedido de extinção da ação, baseando-se no “princípio da insignificância”, aplicado quando o valor do patrimônio furtado é tão baixo que não vale a pena a justiça dar continuidade ao caso. No entanto, até hoje, o processo não foi julgado, e Maria Aparecida continua em liberdade provisória. A situação indigna Gisleine. "É um descaso muito grande. Já era para esse julgamento ter acontecido. Minha irmã pagou muito caro por esse xampu que não chegou a utilizar", critica. "Tem gente que não precisa estar na cadeia. Existem penas alternativas e o caso dela não seria de prisão, mas sim de internação, já que desde os 14 anos ela toma medicação controlada", afirma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Justiça seletiva&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mesmo recurso jurídico – o habeas corpus – pedido pela advogada Sonia Drigo para que Maria Aparecida respondesse ao processo em liberdade foi solicitado e concedido, em 24 horas, a outra mulher. Mas um “pouco” mais rica: a empresária Eliana Tranchesi, proprietária da butique de luxo Daslu, em São Paulo, condenada em primeira instância a uma pena de 94,5 anos de prisão. Três pelo crime de formação de quadrilha, 42 por descaminho consumado (importação fraudulenta de um produto lícito), 13,5 anos por descaminho tentado e mais 36 por falsidade ideológica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Somando impostos, multas e juros, a Justiça diz que a Daslu deve aos cofres públicos 1 bilhão de reais. Os representantes da empresa contestam esse valor, mas afirmam que já começaram a pagar as dívidas. A sentença inclui ainda o irmão de Eliana, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, diretor financeiro da Daslu na época dos fatos, e Celso de Lima, dono da maior das importadoras envolvidas com as fraudes, a Multimport.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De acordo com juristas e analistas ouvidos pela reportagem da Caros Amigos, a diferença de tratamento dispensado a casos como o de Maria Aparecida e Eliana Tranchesi acontece porque, embora na teoria a lei seja a mesma para todos, na prática, ela funciona de forma bem distinta para os representantes da elite e para os pobres. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em relação a casos penais, isso também ocorre, "como quando uma pessoa com muitos recursos financeiros é acusada – Paulo Maluf, por exemplo. Nesse caso, ela é capaz de bloquear o andamento do processo até que a pena esteja prescrita. A agilidade em decidir a prisão ou soltura de uma pessoa também varia, de acordo com sua classe social", aponta Koerner. A diferença é que "um acusado de classe menos favorecida não será capaz de usar as oportunidades permitidas pelo processo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mazina sustenta que a justiça brasileira é constituída para não ser popular. Em sua avaliação, desde a formação da legislação, há uma preocupação muito maior com a preservação patrimonial em detrimento da proteção da integridade física. Isso contribui, portanto, para a criminalização das camadas mais baixas da população, mais propensas, por sua condição social, a cometerem delitos contra o patrimônio. "Há um acirramento da legislação para os crimes cometidos pelos pobres. O código penal brasileiro criminaliza a pobreza", denuncia Mazina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sonia Drigo acredita que há uma dupla criminalização, pois "a exclusão já é uma criminalização. Isso me lembra a diferença de tratamento dado para um sem-teto e para aquele que mora numa mansão. Vamos penalizar aquele que não tem endereço, nem carteira assinada. Então, vamos bater nele, torturá-lo porque não teve condições de estudar e trabalhar". O caso da ex-empregada doméstica Maria Aparecida não deixa dúvidas a respeito de como isso acontece na prática. Na casa de sua irmã, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, a moça pouco fala. Mantém-se de cabeça baixa, cabelos longos e negros escondendo parte de seu rosto. Às vezes, esboça um sorriso ingênuo. Sua expressão é de uma menina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A alegação que foi dada à família de Maria Aparecida para a perda da visão foi de que a jovem havia batido com o rosto no trinco de uma porta. "Mas isso é mentira, não tinha porta com trinco nenhum lá", afirma Gislaine. Quando a moça foi transferida da cadeia para o manicômio em Franco da Rocha, fizeram um exame de corpo de delito, que atestou lesões corporais leves. "Ela perdeu um órgão vital, não a socorreram. Gostaria de saber o que seria a lesão corporal grave, entregá-la num caixão para a família?", questiona Gislaine, indignada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A "sagrada" defesa da propriedade privada acaba sendo utilizada como argumento para criminalizar movimentos sociais, como no caso das organizações como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). "Na medida em que esses movimentos possam a reivindicar uma redistribuição de riquezas, há sua criminalização. Se tiverem apresentando um reclamo como o da proteção do meio ambiente, não há necessidade de criminalizá-lo. Mas se eles questionam a estrutura econômica da sociedade, há uma propensão à sua criminalização".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das mulheres que Sonia defende também se chama Maria Aparecida, e foi presa em flagrante por tentativa de furto de seis desodorantes de uma loja em São Paulo. Condenada a 14 meses, sua pena está próxima do fim. A moça está na Penitenciária Feminina de Santana, a mesma onde Eliana Tranchesi esteve presa. A diferença é que a última teve habeas corpus concedido, enquanto a primeira não. Uma, era acusada de sonegar 1 bilhão em impostos. A outra, tentou subtrair objetos que não chegavam a totalizar 30 reais. "&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-584054532102624834?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/584054532102624834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=584054532102624834&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/584054532102624834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/584054532102624834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/propriedade-e-o-grande-valor-do-direito.html' title='&quot;a propriedade é o grande valor do direito penal. Basta ver que a pena do furto é maior do que a pena de tortura&quot;'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-4686137113195582056</id><published>2009-06-14T23:36:00.002-03:00</published><updated>2009-06-29T00:43:22.353-03:00</updated><title type='text'>Bertolt Brecht</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a name="aos"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aos que virão depois de nós&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name="aos"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;I&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu vivo em tempos sombrios.&lt;br /&gt;Uma linguagem sem malícia é sinal de estupidez,&lt;br /&gt;uma testa sem rugas é sinal de indiferença.&lt;br /&gt;Aquele que ainda ri é porque ainda não&lt;br /&gt;recebeu a terrível notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tempos são esses, quando&lt;br /&gt;falar sobre flores é quase um crime.&lt;br /&gt;Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que cruza tranqüilamente a rua&lt;br /&gt;já está então inacessível aos amigos&lt;br /&gt;que se encontram necessitados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.&lt;br /&gt;Mas acreditem: é por acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada do que eu faço&lt;br /&gt;Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.&lt;br /&gt;Por acaso estou sendo poupado.&lt;br /&gt;(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem-me: come e bebe!&lt;br /&gt;Fica feliz por teres o que tens!&lt;br /&gt;Mas como é que posso comer e beber,&lt;br /&gt;se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?&lt;br /&gt;se o copo de água que eu bebo, faz falta aquem tem sede?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.&lt;br /&gt;Eu queria ser um sábio.&lt;br /&gt;Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:&lt;br /&gt;Manter-se afastado dos problemas do mundo&lt;br /&gt;e sem medo passar o tempo que se tem para&lt;br /&gt;viver na terra;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguir seu caminho sem violência,&lt;br /&gt;pagar o mal com o bem,&lt;br /&gt;não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.&lt;br /&gt;Sabedoria é isso!&lt;br /&gt;Mas eu não consigo agir assim.&lt;br /&gt;É verdade, eu vivo em tempos sombrios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vim para a cidade no tempo da desordem,&lt;br /&gt;quando a fome reinava.&lt;br /&gt;Eu vim para o convívio dos homens no tempo&lt;br /&gt;da revolta&lt;br /&gt;e me revoltei ao lado deles.&lt;br /&gt;Assim se passou o tempo&lt;br /&gt;que me foi dado viver sobre a terra.&lt;br /&gt;Eu comi o meu pão no meio das batalhas,&lt;br /&gt;deitei-me entre os assassinos para dormir,&lt;br /&gt;Fiz amor sem muita atenção&lt;br /&gt;e não tive paciência com a natureza.&lt;br /&gt;Assim se passou o tempo&lt;br /&gt;que me foi dado viver sobre a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês, que vão emergir das ondas&lt;br /&gt;em que nós perecemos, pensem,&lt;br /&gt;quando falarem das nossas fraquezas,&lt;br /&gt;nos tempos sombrios&lt;br /&gt;de que vocês tiveram a sorte de escapar.&lt;br /&gt;Nós existíamos através da luta de classes,&lt;br /&gt;mudando mais seguidamente de países que desapatos, desesperados!&lt;br /&gt;quando só havia injustiça e não havia revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós sabemos:o ódio contra a baixeza&lt;br /&gt;também endurece os rostos!&lt;br /&gt;A cólera contra a injustiça&lt;br /&gt;faz a voz ficar rouca!&lt;br /&gt;Infelizmente, nós,&lt;br /&gt;que queríamos preparar o caminho para&lt;br /&gt;a amizade,&lt;br /&gt;não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.&lt;br /&gt;Mas vocês, quando chegar o tempo&lt;br /&gt;em que o homem seja amigo do homem,&lt;br /&gt;pensem em nós&lt;br /&gt;com um pouco de compreensão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-4686137113195582056?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/4686137113195582056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=4686137113195582056&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4686137113195582056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4686137113195582056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/bertolt-brecht.html' title='Bertolt Brecht'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-3794884727373562434</id><published>2009-06-07T17:51:00.000-03:00</published><updated>2009-06-20T01:33:52.231-03:00</updated><title type='text'>Kassandra in process - o desassombro da utopia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Tu não estás &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;desesperado&lt;/span&gt;, agora?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Agora estou contigo e me sinto feliz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - É uma grande felicidade essa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - É uma grande felicidade. Tu não pensas como eu?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Penso como tu. Mas por que tu estás tão triste? Há dias os teus olhos cintilavam. Parecia que caminhavas para uma grande festa. Hoje...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Hoje eu sei o que eu não sabia. Tu tinhas razão, não era assim, tão simples. Eu pensava que matar era fácil. Que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;idéia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; bastava e a coragem. Mas, agora, eu sei que eu não sou tão grande quanto eu pensava ser e eu sei, também, que não pode existir felicidade no ódio. Todo esse mal. Todo esse mal em mim e nos outros. Guerra, covardia, injustiça. É preciso, é preciso que eu mate. E eu irei até o fim. Mais longe do que o ódio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Mais longe que o ódio não há nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Há o amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- O amor não é o que é preciso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, como é que tu podes dizer isso? Tu, cujos sentimentos eu conheço tão bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Há demasiado sangue. Há demasiada violência. Os que amam verdadeiramente a justiça não tem direito ao amor. Estão erguidos como eu. Com a cabeça levantada, os olhos fixos. O que faria o amor nessas almas orgulhosas? O amor, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, baixa docemente as cabeças. Mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;conosco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; não é possível. Temos um pescoço demasiado rígido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - E nós não amamos, então, o nosso povo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; corre na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;direção&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e, pelas costas, puxa-lhe, violentamente, os cabelos trançados.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Amamos o nosso povo com um vasto amor sem apoio. Vivemos longe dele, trancados nesse lugar, perdidos com os nossos pensamentos. Mas e o povo? Nos ama o povo? Ele sabe, ao menos, que o amamos? O povo cala-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e que silêncio!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ergue &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; em seus braços.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - É isso o amor. Dar tudo, sacrificar tudo sem esperança de recompensa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Talvez. É o amor absoluto. A alegria pura e solitária. É o amor que, na verdade, me queima. A certas horas, no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;entanto&lt;/span&gt;, eu pergunto a mim mesma se o amor não é outra coisa. Se ele pode deixar de ser um monólogo e se, por vezes, há recompensa. Imagina isso. Vês? O sol brilha, as cabeças abaixam-se docemente, o coração afasta-se do seu orgulho, os braços se abrem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; vai, aos poucos, deixando-a de costas sobre o chão.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;pudessemos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; esquecer por uma hora que fosse o atroz mistério do mundo. Se pudéssemos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;enfim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, abandonar-nos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Tu concebes uma só hora de egoísmo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ele puxa-a pelas mãos e as pernas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; enlaçam sua cintura.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Isso se chama ternura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Adivinhas tudo, meu amor. Isso se chama ternura. Mas tu conheces verdadeiramente a ternura, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;? Amas a justiça com ternura? Amas teu povo com abandono e com toda essa doçura ou, ao contrário, com o fogo da vingança e da revolta? Compreendes, então? E a mim, tu me amas com ternura?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Nunca ninguém te amará como eu te amo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Eu sei, mas não será melhor amar como toda a gente?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Eu não sou toda a gente. Eu te amo como eu sou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Me amas mais do que a justiça?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Eu não separo a ti e à justiça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; desce da cintura de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Me amas na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;solidão&lt;/span&gt; com ternura, com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;egoísmo.&lt;/span&gt; Me amarias se eu não fosse justa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Se tu não fosses justa e se eu pudesse te amar, não seria, então, a ti que eu amaria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Recordo do tempo em que eu era menina. Sabia rir então. Era bonita. Passava horas a passear e a sonhar. Tu gostarias de mim assim, leve e despreocupada?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; rodopia, segurando as pontas do vestido, tal qual uma criança.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Eu morro de desejo de responder que sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Diz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, então, que sim. Se assim pensas e se é verdade o que pensas, diz que sim. Apesar da guerra, apesar dos que lutam até a morte, apesar da fome.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Pára, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Precisamos deixar falar por uma vez os nossos sentimentos. Eu espero que tu me chames a mim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e que me chames por sobre esse mundo envenenado de injustiça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Pára, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; atira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, brutalmente, ao chão.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Os meus sentimentos só falam de ti, mas daqui a pouco minha mão não pode tremer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ele deixa-se cair sobre ela, a cabeça encostada em seu ventre.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Daqui a pouco. Eu já tinha me esquecido. Me perdoa, meu amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Desvencilhando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-se ternamente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; fala.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;- Eu também não poderia dizê-lo. Eu te amo com o mesmo amor, um amor um pouco rígido, na guerra e nas prisões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ela senta-se, olhando o horizonte.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - O verão, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Tu te lembras do verão?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Enéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; senta-se ao seu lado.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Mas o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;inverno&lt;/span&gt; para nós é eterno. Nós não somos desse mundo. Nós somos os justos. Há um calor que não é para nós.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Diálogo extraído de "Os justos" de Albert &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Camus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, cena de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Kassandra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;in&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;process&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-3794884727373562434?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/3794884727373562434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=3794884727373562434&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3794884727373562434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3794884727373562434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/kassandra-in-process-o-desassombro-da.html' title='Kassandra in process - o desassombro da utopia'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-3993371134664788164</id><published>2009-06-05T00:14:00.001-03:00</published><updated>2009-06-07T18:49:21.662-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;""&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;— Quer dizer que o que está no céu não existe?&lt;br /&gt;— Não, não é isso. O que eu quero dizer é que aquela cor lá você não vai encontrar numa lata para pintar uma parede.&lt;br /&gt;— Janela.&lt;br /&gt;— O quê?&lt;br /&gt;— É janela que eu quero pintar, não parede. E agora nem adianta mais, já mudou tudo. Cor de céu é coisa que muda depressa demais. Foi ficando tão escuro, você reparou? Quase tudo azul, depois preto. O preto vem vindo devagar do outro lado de onde fica o Japão, toda noite.&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;— Está anoitecendo. Vamos embora.&lt;br /&gt;— Não quero ir embora. Eu vou dormir aqui.""&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amanhã não sei&lt;br /&gt;não sabemos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-3993371134664788164?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/3993371134664788164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=3993371134664788164&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3993371134664788164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3993371134664788164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/silencio-quer-dizer-que-o-que-esta-no.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-4028094470568111208</id><published>2009-06-03T01:44:00.000-03:00</published><updated>2009-06-20T01:45:21.029-03:00</updated><title type='text'>Riqueza e poder.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na última eleição de 2006, a candidata a governadora &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Yeda&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Crusius&lt;/span&gt; e oito candidatos a deputados de seu partido, receberam juntos, como doações de campanha, um montante de R$ 494.859,50, quase meio milhão de reais, das empresas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Aracruz&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Votorantim&lt;/span&gt; Celulose e Papel. Torna-se evidente, a partir disto, a responsabilidade destes políticos com as empresas patrocinadoras de suas campanhas na defesa de seus interesses comerciais no Estado, e ainda, a relação entre poder &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;econômico&lt;/span&gt; e o poder político na articulação das políticas ambientais no estado do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;Apesar de saberem dos grandes impactos ambientais e sociais que a monocultura e as indústrias de celulose causam, e ainda da manipulação da informação, por parte das empresas, que chega até o povo, os políticos promovem a implementação destas aqui. Sabemos que estas indústrias geram desigualdade social, tendo em vista que prejudicam os pequenos agricultores de terras vizinhas às plantações de eucalipto, ainda, os poucos empregos gerados têm baixa remuneração e as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;atividades&lt;/span&gt; são grande risco físico para os trabalhadores, entre outras incoerências.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É uma vergonha que técnicos competentes tenham sido substituídos por desconhecedores dos assuntos ambientais, técnicos antigos tenham sido afastados de seus cargos, sendo substituídos por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;CCs&lt;/span&gt; sem experiência e qualificação, estes só estão lá para servir de massa de manobra para o governo do estado e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;consequentemente&lt;/span&gt; das indústrias de eucalipto.&lt;br /&gt;Há a necessidade de nos questionarmos sobre o que significa o desenvolvimento. Aparentemente, o desenvolvimento, para o governo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;atual&lt;/span&gt;, é imediatista, e em seu nome, as políticas ambientais sérias são ignoradas. Não levam em conta a destruição do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;bioma&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;pampa&lt;/span&gt; e de sua imensa diversidade e nem a questão de que a produção de papel é poluente e deve ser diminuída. Além disso, no Brasil o consumo de papel é de 40 quilos por habitante enquanto nos Estados Unidos o consumo é de 300 quilos: então, as indústrias utilizam a nossa terra mais fértil, a nossa mão de obra barata, os incentivos fiscais e as manobras de políticos; para tornarem nosso solo infértil e inutulizável por nosso povo, desalojarem os nossos índios e pequenos agricultores acamando com suas culturas, explorarem os cidadãos trabalhadores, esgotarem a nossa àgua a ponto de ter que desviar os nossos rios para fazer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;hidrelétricas&lt;/span&gt; que supram o consumo dos parques industriais eliminando o habitat de diversas espécies de plantas e de animais, poluírem nosso ar; tudo isto para vender o produto aos grandes consumidores no exterior? Sim, 98% do produto extraído das plantações são exportados. Eles exploram o nosso país e a nossa diversidade e nós nem, ao menos, usufruiremos destes produtos? E eu nem quero! O Brasil continua sendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;colônia&lt;/span&gt; dos países do hemisfério norte, é o quintal do “primeiro mundo”. O que será que passa na cabeça desses políticos? Talvez, pensem em enriquecer, já que o Brasil é um país emergente e, quando chegarmos a ter condições de concorrer economicamente com a China, daí sim distribuiremos a renda. Não seremos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ingênuos&lt;/span&gt; de acreditar que os políticos pensarão um dia em distribuir renda, sabemos que não. E mesmo que pensassem, a cada ano, estamos perdendo mais de 5% do que a terra consegue repor, estamos num processo de esgotamento, daqui a uns 10 anos vamos precisar de 2 planetas Terra para suprir em recursos naturais tudo que estamos utilizando agora com este consumo exacerbado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-4028094470568111208?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/4028094470568111208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=4028094470568111208&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4028094470568111208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4028094470568111208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/na-ultima-eleicao-de-2006-candidata.html' title='Riqueza e poder.'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-5453366792481160140</id><published>2009-06-03T01:24:00.000-03:00</published><updated>2009-06-20T01:54:39.178-03:00</updated><title type='text'>Descaso do governo Yeda com as políticas ambientais.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Início de tudo:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No governo de Germano Rigoto, a Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) , responsável pelas políticas ambientais do RS, através de um grupo de trabalho composto por especialistas da área ambiental, elaborou um Zoneamento Ambiental para Atividade de Silvicultura (ZAS) objetivando o controle da plantação de eucalipto pelas empresas papeleiras no estado. Este foi finalizado na virada de governo de 2006 para 2007; foi aprovado pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA) com a participação de técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB-RS), Departamento de Florestas e áreas Protegidas (DEFAP) e uma empresa de consultoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a posse de Yeda Crusius, no dia 1° de março de 2007, executivos da Stora Enso tiveram uma audiência no Palácio Piratini com a governadora, repetindo roteiro feito pelas outras grandes empresas do setor. Apresentaram seus planos de negócios e reclamaram das restrições impostas pelo plano de zoneamento ambiental para o plantio de silvicultura, elaborado no final de 2006, reclamaram dos entraves ambientais para a execução de seus projetos de expansão de plantio de eucalipto, a governadora afirmou não querer ser responsável pela saída de uma empresa de tamanho porte e que correspondia a grandes investimentos no estado e teria de tomar providências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yeda precisava substituir os funcionários responsáveis pelos órgãos ambientais no Estado já que estavam demorando a “resolver o problema”, então, demitiu a secretária do Meio Ambiente, Vera Callegaro, que era bióloga e sua amiga de tempos. Vera Callegaro não discordava da posição desenvolvimentista da governadora, mas, por sua trajetória vinculada ao Meio Ambiente, não descuidava-se em manter o processo legal de conceder as licenças levando em conta todos os passos passando pelas respectivas instâncias, acompanhando os procedimentos técnicos que preservavam o zoneamento amparado por lei. Demitiu também o presidente da FEPAM, Irineu Schneider que é de seu partido, ele fora apontado como responsável pela adoção do zoneamento que não fora concluído “a tempo” e ainda era considerado “restritivo demais” demais pelas empresas. Segundo Paulo Brack, professor da UFRGS , as ONGs ambientalistas fizeram contato com Brasília pedindo a ajuda do IBAMA quanto a saída de Vera Callegaro, mas o Governo Federal orientou que o IBAMA não se envolvesse na questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 14 de maio, a governadora anunciou os substitutos. Para a secretaria do Meio Ambiente, foi nomeado o procurador de Justiça Otaviano Brenner, cuja indicação causou uma crise interna no Ministério Público Estadual por haver quem achasse que a participação de um membro do ministério público pudesse influenciar nas decisões do órgão, Brenner defendeu-se: “Buscarei o equilíbrio entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico que viabiliza a sobrevivência da sociedade. Espero que o trabalho seja facilitado pela colaboração dos servidores”. Para a presidência da FEPAM, foi nomeada a ex-diretora-geral da Secretaria de Segurança Pública, Ana Pellini, que tomou posse com as palavras: “o que me encanta e motiva no governo Yeda é a preocupação com o aprimoramento da gestão nos órgãos públicos estaduais”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como primeiras providências quanto à demora da emissão das licenças, foi criado logo de início, um Grupo de Trabalho (GT) para revisar o zoneamento já votado anteriormente. Foram chamados para compor esse grupo representantes da FARSUL (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul), da FAMURS (Federação da Associação dos Municípios do RS), da FIERGS (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), da AGEFLOR (Associação Gaúcha de Empresas Florestais), do SINDMADEIRA (Sindicato da Madeira) e de setores do próprio governo e do legislativo; ficaram de fora desse GT as ONGs ambientalistas, os setores da academia, e foram afastados diversos técnicos responsáveis pelo zoneamento anterior. Ana Pellini foi acusada por diversas irregularidades, ela estaria ameaçando os técnicos da câmara técnica do CONSEMA que não emitissem pareceres a favor das empresas produtoras de celulose no Estado, e afastando os técnicos mais experientes da SEMA, mais de 10 técnicos que estavam envolvidos com o zoneamento, foram retirados do trabalho. Ela também contratou, para este novo zoneamento técnicos da EMATER, que é uma empresa privada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No início de novembro de 2007 o governo do Estado foi acionado pelo Ministério Público Federal e por um conjunto de ações das ONGs, para que cumprisse as leis, e obtiveram uma liminar que impedia a FEPAM de emitir qualquer tipo de licenciamento ambiental para empreendimentos ligados à silvicultura, o IBAMA passaria a ser responsável por isto. Mas a decisão foi suspensa no final do mês, porque o IBAMA não poderia ser responsabilizado já que “A silvicultura, no RS, sempre foi tratada no âmbito fiscalizatório estadual, inclusive manifestando-se o Ibama, expressamente, pela sua incompetência para licenciar silvicultura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí o zoneamento teve de ser encaminhado novamente para as Câmaras Técnicas do CONSEMA, mas sem data certa para o cumprimento, a direção da FEPAM, então, deu início as discussões do Zoneamento da Silvicultura, as Câmaras Técnicas de Biodiversidade e Florestas, de assuntos Jurídicos e de Agroindústria e Agropecuária tiveram de levar a discussão a fim de colocá-lo em vigor. Muitos parâmetros incluídos inicialmente no ZAS foram questionados, alguns retirados e outros aperfeiçoados, de forma consensual, sendo que os técnicos da FEPAM e da FZB e os ambientalistas, representantes na Câmara Técnica, abriram mão de muitas questões. Houve reunião da Câmara Técnica de Biodiversidade e Política Florestal, do dia 18 de março de 2008, a Presidente da FEPAM, Ana Pellini, que nunca havia participado desta Câmara Técnica, e setores representantes das empresas, alegando estudos insuficientes para a finalização do ZAS, retiraram as principais restrições acordadas anteriormente. Houve votação, quebrando os consensos até então implementados. O resultado foi a modificação de diversos itens, a extinção dos índices de vulnerabilidade e de restrição para as unidades de paisagem e retirada dos limites quanto ao tamanho máximo dos maciços de plantios arbóreos homogêneos e de seus espaçamentos. O argumento da presidente da FEPAM e do grupo gestorinterventor da SEMA era de que qualquer número limitador era prematuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O dia 9 de abril de 2008:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para a aprovação definitiva, o secretário do Meio Ambiente convocou uma reunião extraordinária do CONSEMA a menos de 3 dias de sua realização, esta seria realizada no dia 4 de abril de 2008. Neste dia seriam lidos os relatórios das Câmaras Técnicas, nesta reunião o representante da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN), Flávio Lewgoy, pediu vistas aos documentos e tempo suficiente para dar seu parecer, conforme garantia a Resolução n. 64/2004 do CONSEMA, que disponibilizaria pelo menos 15 dias para a elaboração de seu parecer. O presidente do Conselho concedeu somente 3 dias para a análise completa dos documentos que somavam mais de mil páginas e a elaboração do parecer. Assim, no dia 9 de abril a AGAPAN entrou com um Mandado de Segurança na 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital, suspendendo a votação no CONSEMA do Zoneamento Ambiental da Silvicultura que aconteceria naquela tarde. A magistrada da 5ª Vara da Fazenda Pública, a juíza Kétlin Carla Pasa Casagrande entendeu que “a entidade demonstrou a impossibilidade de manifestação sobre a Proposta de zoneamento e Pareceres das Câmaras Técnicas do CONSEMA no prazo concedido, que é mínimo, ante a complexidade e efetiva importância da questão a ser analisada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Brenner de Moraes tentou justificar a urgência do tema e iria tentar derrubar a liminar, logo depois saiu da reunião, deixando a responsabilidade de sua coordenação ao secretário adjunto, Francisco Simões Pires. A liminar foi derrubada na noite do dia 9 de abril, após a saída em bloco das ONGs da reunião.  A suspensão da liminar que impedia a votação final do ZAS foi dada pelo desembargador Arminio José Abreu Lima da Rosa, Presidente do TJRS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul), no início da noite. O argumento maior a favor da urgência da votação foi o de evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia pública, já que foram apresentados supostos prejuízos imediatos para o Estado, com o possível corte de investimento de mais de 6 bilhões de reais em função da demora da “definição da matéria ambiental”, além de afirmar que a AGAPAN não poderia desconhecer o projeto que fora discutido por eles mesmos, apesar de serem documentos novos que significavam bruscas alterações ocorridas nas duas últimas semanas, tais mudanças não tinham sido discutidas antes no CONSEMA. Foi aprovado então, o zoneamento guiado por Ana Pellini e Otaviano Brenner por 19 votos na noite do dia 9 de abril, depois da saída em bloco dos representantes das ONGs. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-5453366792481160140?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/5453366792481160140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=5453366792481160140&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/5453366792481160140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/5453366792481160140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/descaso-do-governo-yeda-com-as.html' title='Descaso do governo Yeda com as políticas ambientais.'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-6128680107225781415</id><published>2009-06-02T02:40:00.000-03:00</published><updated>2009-06-20T01:58:44.809-03:00</updated><title type='text'>Justificativa.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Eu me sinto superfeliz quando encontro uma pessoa tão confusa quanto eu”&lt;br /&gt;Caio Fernando Abreu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perdão aos preguiçosos e adeptos aos textos curtos mas hoje deparei-me com "Caio 3D". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Quando&lt;/span&gt; às minhas mãos chegam materializados os autores que amo, abro alguma página aleatória buscando o que ele tem a me dizer, assim como Caio fez ao escrever uma carta à Vera &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Antoun&lt;/span&gt;, sim, eu me identifico e fico impressionada ao ver o meu sentimento traduzido. Funciona. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Reflito&lt;/span&gt; e levo para minha vida, como tudo, sempre. Cheguei em casa com um fragmento decorado da poesia lida para buscar na fonte o resto e beber mais, acabei encontrando o livro inteiro na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;internet&lt;/span&gt; (ah, tanto reclamo disso!). Devorei algumas partes, tive de me conter por culpa de um tempo escasso, mas, do que li, deixei aqui o mais parecido comigo. Chorei, e foi como desabafo. Obrigada, Caio, por compartilhar comigo, me possibilitar chorar e desabafar contigo, por ti, e por mim através de ti. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-6128680107225781415?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/6128680107225781415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=6128680107225781415&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/6128680107225781415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/6128680107225781415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/uma-justificativa.html' title='Justificativa.'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-5198818891539048552</id><published>2009-06-02T01:37:00.000-03:00</published><updated>2009-06-02T01:52:14.890-03:00</updated><title type='text'>Caio Fernando Abreu - A QUEM INTERESSAR POSSA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;A QUEM INTERESSAR POSSA&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;eu não tenho culpa não fui eu quem fez as coisas ficarem assim desse jeito que não entendo que não entenderia nunca você também não tem culpa vou chamá-lo de você porque ninguém nunca ficará sabendo nem era preciso a culpa é de todos e não é de ninguém não sei quem foi que fez o mundo assim horrível às vezes quando ainda valia a pena eu ficava horas pensando que podia voltar tudo a ser como antes muito antes dos edifícios dos bancos da fuligem dos automóveis das fábricas das letras de câmbio e então quem sabe podia tudo ser de outra forma depois de pensar nisso eu ficava alegre quem sabe quem sabe um dia aconteceria mas depois pensava também que não ia adiantar nada e tudo começaria a ficar igual de novo no momento que um homem qualquer resolvesse trocar duas pedras por um pedaço de madeira porque a madeira valia mais e de repente outra vez iam existir essas coisas duras que vejo da janela na televisão no cinema na rua em mim mesmo e que eu ia como sempre sair caminhando sem saber aonde ir sem saber onde parar onde pôr as mãos os olhos e ia me dar aquela coisa escura no coração e eu ia chorar chorar durante muito tempo sem ninguém ver é verdade tenho pena de mim e sou fraco nunca antes uma coisa nem ninguém me doeu tanto como eu mesmo me dôo agora mas ao menos nesse agora eu quero ser como eu sou e como nunca fui e nunca seria se continuasse me entende eu não conseguiria não você não me entendeu nem entende nem entenderia você nem sequer soube sabe saberá amanhã você vai ler esta carta e nem vai saber que você poderia ser você mesmo e ainda que soubesse você não poderia fazer nada nem ninguém eu já não acredito nessas coisas por isso eu não te disse compreende talvez se eu não tivesse visto de repente o que vi não sei no momento em que a gente vê uma coisa ela se torna irreversível inconfundível porque há um momento do irremediável como existem os momentos anteriores de passar adiante tentando arrancar o espinho da carne há o momento em que o irremediável se torna tangível eu sei disso não queria demonstrar que li algumas coisas e até aprendi a lidar um pouco com as palavras apesar de que a gente nunca aprende mas aprende dentro dos limites do possível acho não quero me valorizar não sou nada e agora sei disso eu só queria ter tido uma vida completa elas eram horríveis mas não quero falar nisso podia falar de quando te vi pela primeira vez sem jeito de repente te vi assim como se não fosse ver nunca mais e seria bom que eu não tivesse visto nunca mais porque de repente vi outra vez e outra e outra e enquanto eu te via nascia um jardim nas minhas faces não me importo de ser vulgar não me importa o lugar-comum dizer o que outros já disseram não tenho mais nada a resguardar um momento à beira de não ser eu não sou mais tudo se revelou tão inútil à medida em que o tempo passava tudo caía num espaço enorme amar esse espaço enorme entre mim e você mas não se culpe deixa eu falar como se você não soubesse não se culpe por favor não se culpe ainda que esse som na campainha fosse gerada pelos teus dedos eu não atenderia eu me recuso a ser salvo e é tão estranho o entorpecimento começa pelos pés aquela noite eu ainda esperava quase digo sem querer teu nome digo ou escrevo não tem importância vou escrevendo e falando ao mesmo tempo com o gravador ligado é estranho me desculpa saí correndo no parque e me joguei na água gelada de agosto invadi sem ter direito a névoa dos canteiros destaquei meu corpo contra a madrugada esmaguei flores não nascidas apertei meu peito na laje fria do cimento a névoa e eu o parque e eu a madrugada e eu costurado na noite cerzido no escuro porque me dissolvia à medida em que me integrava no ser do parque e me desintegrava de mim mesmo preenchendo espaços aqueles enormes es'paços brancos terrivelmente brancos e você não teve olhos para ver que o parque era você a água você a névoa você a madrugada você as flores você os canteiros você o cimento você não teve mãos para mim só aquela ternura distraída a mesma dos edifícios e das ruas mas eles me desesperavam você me desesperava eu não quero falar nelas mas elas estão na minha cabeça como os meus cabelos e as vejo a todo instante cantando aquela canção de morte a minha carne dilacerada e eu ridículo queria ter uma vida completa você não se parecia com Denise tinha os olhos de mangaba madura os mesmos que tive um dia e perdi não sei onde não sei por que e de repente voltavam em você nos cabelos finos muito finos finos como cabelos finos 'minto que me bastaria tocá-los para que tudo fosse outra vez mas não toquei eu não tocaria nunca na carne viva e livre eles me rotularam me analisaram jogaram mil complexos em cima de mim problemas introjeções fugas neuroses recalques traumas e eu só queria uma coisa limpa verde como uma folha de malva aquela mesmo que existiu ao lado do telhado carcomido do poço e da paineira mas onde me buscava só havia sombra eu me julgava demoníaco mas não pense que estou disfarçando e pensando como-eu-soubonzinho-porque-ninguém-me-ama eu me achava envilecido me sentia sórdido humilhado uma faixa de treva crescia em mim feito um câncer a minha carne lacerada estou dentro dessa carne lacerada que anda e fala inútil a carne conjunta das xifópagas e o vento um vento que batia nos ciprestes e me levava embora por sobre os telhados as cisternas as varandas os sobrados os porões os jardins o campo o campo e o lago e a fazenda e o mar eu quero me chamar Mar você dizia e ria e ríamos porque era absurdo alguém querer se chamar Mar ah mar amar e você dizia coisas tolas como quando o vento bater no trigo te lembrarás da cor dos meus cabelos você não vai muito além desses príncipes pequenos suas palavras todas não tenho culpa não tenho culpa eram de quem pedia cativa-me eu já não conseguiria bem lento eu não conseguiria eu não sei mais inventar. a não ser coisas sangrentas como esta a minha maneira de ser um momento à beira de não mais ser não me permite um invento que seja apenas um entrecaminho para um outro e outro invento mesmo a destruição tem que ser final e inteira qualquer coisa tem que ser a última uma era inteira e a outra nascia da cintura e existia só da cintura para cima como um ipsilone mole esponjosa uma carne vil uma carne preparada por toda uma estrutura de guerras epidemias pestes ódios quedas eu me sentia culpado ao vê-las assim nosso podre sangue a humanidade inteira nelas que não riam e cantavam aquela sombria canção de morte brutalmente doce elas cantavam e minhas costas doíam como se eu sozinho as sustentasse e não uma à outra mas eu eu com este sangue apodrecido que assassina crianças de fome droga adolescentes bombardeia cidades e também você e todos nós grudados indissoluvelmente grudados nojentos mas me recuso a continuar ninguém sofrerá por mim sem mim chorar ninguém entende nem precisa nem você nem eu o anel que tu me deste sobre a folha que me contém sem compreender sem compreender que você carrega toda uma culpa milenar e imperdoável a História como concreto sobre os teusmeusnossos ombros Cristo sobre nossos ombros todas as cruzes do mundo e as fogueiras da inquisição e os judeus mortos e as torturas e as juntas militares e a prostituição e doenças e bares e drogas e rios podres e todos os loucos bêbados suicidas desesperados sobre os teus meus nossos ombros leves os teus porque não sabes sim sim eu tenho culpa não é de ninguém esse desgosto de lâmina nas entranhas não é de ninguém esse sangue espantado e esse cosmos incompreensível sobre nossas cabeças não posso ser salvo por ninguém vivo e os mortos não existem a fita está acabando começo a ficar tonto a dormência chegou quem sabe ao coração talvez eu pudesse eu soubesse eu devesse eu quisesse quem sabe mas não chore nem compreenda te digo enfim que o silêncio e o que sobra sempré como em García Lorca solo resta el silêncio un ondulado silêncio os espaço de tempo a nos situar fragmentados no tempoespaçoagora não sei onde fiquei onde estive onde andei nada compreendi desta travessia cega a mesma névoa do parque outra vez a mesma dor de não ser visto elas gritam sua canção de morte este sangue nojento escorrendo dos meus pulsos sobre a cama o assoalho os lençóis a sacada a rua a cidade os trilhos o trigo as estradas o mar o mundo o espaço os astronautas navegando por meu sangue em direção a Netuno e rindo não não quebres nunca os teus invólucros as tuas formas passa&lt;br /&gt;Lentamente a mão do anel que eu te dei e era vidro depois ri ri muito ri bêbado ri louco ri ate te surpreenderes com a tua não dor até te surpreenderes com não me ver nunca mais e com a desimportancia absoluta de não me ver nunca mais e com minha mão nos teus cabelos distante invisível intocada no vento&lt;br /&gt;Perdida a minha mão de espuma abrindo de leve esta porta assim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-5198818891539048552?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/5198818891539048552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=5198818891539048552&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/5198818891539048552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/5198818891539048552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/caio-fernando-abreu-quem-interessar.html' title='Caio Fernando Abreu - A QUEM INTERESSAR POSSA'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-8012282390366604406</id><published>2009-06-02T00:12:00.000-03:00</published><updated>2009-06-20T02:06:01.767-03:00</updated><title type='text'>Cara de Caio Fernando Abreu para Vera Antoun</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;A VERA ANTOUN &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;London, 19/10/73 &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;“Fui o único culpado da nossa separação&lt;br /&gt;Por isso tenho amargado, margando na solidão&lt;br /&gt;Mas tenho os olhos tranqüilos, de quem sabe seu preço,&lt;br /&gt;Vou navegando, vou temperando,&lt;br /&gt;Pra cima a coisa toda muda.&lt;br /&gt;Pra baixo todo santo ajuda.” &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro dia senti frio na alma. Foi no Holland Park, pisando num enorme tapete de folhas douradas. Aí senti o outono, o cinzento se acentuando nas coisas, as pessoas se virando para dentro — o inverno chegando depressa, um frio de rachar. Na alma mesmo. As tuas 1.001 cartas&lt;br /&gt;cheias de sunshine dareavam um pouco os dias, as transas. Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim? É tão pouco. Não te preocupa. O que acontece é sempre natural — se a gente tiver que se encontrar, aqui ou na China, a gente se encontra. Penso em você principalmente como a minha possibilidade de paz — a única que pintou até agora, “nesta minha vida de retinas fatigadas”. E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito. Tô morando, trabalhando, estudando e amando. Esses são os quatro foles da minha vida, no momento, e sobre cada um deles eu teria milhares de páginas a preencher. Sei lá, menina, tá tudo tão legal — e um legal tão batalhado, um legal merecido, de costas e pernas doendo, mas coração tranqüilo. Augusto, Mansa e eu conseguimos um apartamentinho lindo, num lugar ótimo, no aluguel se foi todo nosso dinheiro, Augusto começou a trabalhar logo, eu e Mansa ficamos duríssimos. Foi chato, apanhei uma gripe e alguns grilos — até que esta semana comecei a fazer limpeza numas casas. O primeiro dia foi terrível: eu tinha medo de não saber fazer nada, de não entender nada. Não dormi à noite, tive dor de barriga. Aí me desdobrei, fiz tudo direitinho — o meu inglês aos poucos está começando a fluir e, se ainda não consigo ter uma conversa, pelo menos já me comunico. Isso me deixa feliz à beça, eu tava me sentindo meio retardado, meio analfabeto. Fluência agora é uma questão de tempo. No meio de tudo isso, pintou uma pessoa. É um menino cubano chamado Nelson — ele saiu de Cuba aos 11 anos, morou nos Estados Unidos uma porção de tempo e agora está aqui, estudando dança moderna. É Libra, ascendente Virgem — eu sou Virgem ascendente Libra. Foi, está sendo, lindo. Sei lá, eu tava me sentindo muito cansado, muito carente — e me recusava a procurar qualquer transa. Estava completamente só, há quase seis meses. Eu sabia que ia pintar — eu vim para Londres porque sabia que aqui ia pintar. E pintou. Foi a maior força possível — me recuperei completamente do complexo de inferioridade e de abandono, senti outra vez aquelas coisas, lembrei de todas as letras do Roberto Carlos — fiquei, enfim, meio cafona como sempre fico nessas situações, mas agora já voltei a pisar na terra — tudo fica mais concreto, e eu compreendo melhor. Dei pulos com o endereço da Sílvia — eu não sabia que ela estava aqui. Como não tem telefone, escrevi urna carta ontem. Acho que ela vai pintar aqui neste fim de semana. Vai ser um pouco como rever você, sabe? Acho que você vai gostar de saber: estou há quase dois meses firme na macrobiótica. Não é uma dieta rígida porque, trabalhando, não há mesmo condições. Mas cortei completamente a carne, como arroz integral e muitos vegetais, chá de Mu — não tomo refrigerantes nem café. Só não consigo cortar o cigarro. Mas parei também com o haxixe, porque a minha cuca anda ficando meio pirada ao natural — e eu acho que realmente já passei por tudo isso. Outra coisa: a vontade de escrever VOLTOU. Não sei se foi o impulso que o Nelson me deu, ou mesmo Londres — a verdade é que voltou. Só que eu não consigo escrever a mão — não dá mesmo, uma carta ainda sai, mas um conto não tem jeito — é primitivo e lento demais. Estou tentando economizar para comprar uma máquina de escrever — é o meu sonho atual, bem humildezinho como você vê. Voltei a ver o tarot, depois de deixá-lo descansar por uns dois meses. Parece que Medéia recuperou os seus poderes. Olha, estou com a sensação de estar escrevendo uma carta muito besta. Vou parar. Abro à toa o Fernando Pessoa e peço uma mensagem para ti. Ele manda dizer isto:&lt;br /&gt;“Tuas mãos esguias, um pouco pálidas, um pouco minhas, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estavam naquele dia quietas pelo teu regaço de sentada,&lt;br /&gt;Como e onde a tesoira e o ideal de uma outra.&lt;br /&gt;Cismavas, olhando-me como se eu fosse o espaço.&lt;br /&gt;Recordo para ter o que pensar, sem pensar.&lt;br /&gt;De repente, num meio suspiro, interrompeste o que estavas sendo&lt;br /&gt;Olhaste conscientemente para mim e disseste:&lt;br /&gt;‘Tenho pena que todos os dias não sejam assim’.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Podem voltar a ser, quem sabe? Acendo vela, queimo incenso — falo de você para Augusto e Mansa, lembro Leme, Botafogo, coloco o disco da Gal e fico ouvindo The archaic lonely blues — eu sei não me diga. Verinha, tudo passa, tudo vai embora — a gente tem que se encontrar. Meu livro deve sair no Brasil talvez até o fim do ano — eu ganharia + ou - 2.000 com a publicação — a gente podia usar esse dinheiro para a tua passagem, não é? Mas, sei lá, não queria que você viesse apenas por mim, entende? Em qualquer circunstância, eu acho, a experiência Europa é fundamental — desde que não se corte nenhum processo importante por aí. E pelas minhas cartas suecas você deve ter percebido que não é absolutamente uma coisa leve. A gente sangra e geme — mas sai mais vivo, “com a vida dividida pra lá e pra cá”. O que não queria é que você futuramente talvez me culpasse, entende? Mas acho que é besteira ficar tentando desvendar o futuro — apesar do tarot e do 1 Ching. Ao mesmo tempo gostaria que tomássemos alguma providência sobre a sua vinda. Mande me dizer o que você pensa de tudo isso mas pense bem, é uma coisa séria — muito mais do que a gente pensa quando está aí. Vou dormir. Amanhã é sábado, tem Portobello. Estou morto de cansaço, e minha cuca dói de tanto esforço, o dia inteiro, para pensar, falar e entender inglês. Às vezes, falando ou escrevendo em português, tenho uns brancos — só vem inglês. Ou acabo apanhando uma antipatia mortal por essa língua ou viro o maior admirador da face da Terra. Quero sonhar com você, com o sol e o cometa que vem no fim do ano — eu tô sabendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-8012282390366604406?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/8012282390366604406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=8012282390366604406&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8012282390366604406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8012282390366604406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/06/vera-antoun-london-191073-fui-o-unico.html' title='Cara de Caio Fernando Abreu para Vera Antoun'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-2148062524565180075</id><published>2009-06-01T02:52:00.000-03:00</published><updated>2009-06-20T02:06:49.356-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fulana de Tal já não sabia se pecava pela falta ou pelo excesso, qual seria o melhor? Parecia o não pecar: a medida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como encontrá-la?&lt;br /&gt;- Se ao menos fosse possível seguir a letra da música...&lt;br /&gt;Estava perdida, a solução aparente parecia cruel. O pecado lhe perseguia sempre, a falta e o excesso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Malditos - pensava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque estavam sempre com ela?&lt;br /&gt;Sabia que ficar parada não adiantaria, mas para onde ir? Simplesmente andar sem direção? Não sabia, não entendia. Aliás, não entendia quase nada. Convicções, sim, estavam lá, mas e o resto? Precisava que os dias fossem seus amigos e as noites a aconselhassem. Seus sonhos eram simples. Fulana de Tal acreditava na mudança, não sabia se ela viria com a falta, com o excesso, ou com a medida; acreditava nela, na medida, mas ao mesmo tempo tinha medo que a medida fosse a falta ou o excesso...estava confusa, definitivamente. Palpites? Sim. Intuições? Não, nestas não acreditava. Parecia arriscado firmar-se nestas abstrações, buscava caminho concreto. Precisaria dos seus amigos: dias e noites. Precisaria também caminhar, acreditando que durante este caminho nada iria se perder ou modificar. Mas porque esse medo? Não, não entendia...deu-se conta da necessidade de olhar-se, olhar-se de dentro para fora e também de fora para dentro. Ver-se, de fato. Enxergar-se. Será que as respostas estariam em si? Não sabia...resolveu arriscar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-2148062524565180075?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/2148062524565180075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=2148062524565180075&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2148062524565180075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2148062524565180075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/fulana-de-tal-ja-nao-sabia-se-pecava.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-4275600285978775589</id><published>2009-05-29T04:13:00.000-03:00</published><updated>2009-06-20T02:08:55.056-03:00</updated><title type='text'>Bom Conselho</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Ouça um bom conselho&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que eu lhe dou de graça&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Inútil dormir que a dor não passa&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Espere sentado&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ou você se cansa&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Está provado, &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;quem espera nunca alcança&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Chico Buarque - Bom Conselho &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Guia dos adolescentes desvairados,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Daquelas de anéis em todos os dedos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dos que te viam em todos os lugares,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;desde a aula de inglês nas terças-feiras,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;até...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Daquelas atrizes que queriam se mostrar pra ti,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e só.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dos que te viam dançando&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e te queriam.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Daquelas que ainda te sentiam quente,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;mesmo distante.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E, dos que não queriam acreditar que te perderam&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;para o tempo e para o sempre.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-4275600285978775589?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/4275600285978775589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=4275600285978775589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4275600285978775589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4275600285978775589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/bom-conselho.html' title='Bom Conselho'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-1431867253575151393</id><published>2009-05-28T00:44:00.000-03:00</published><updated>2009-06-20T02:10:00.370-03:00</updated><title type='text'>Alento</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Quando nada mais houver&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;eu me erguerei cantando.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Saudando a vida&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;com meu corpo de cavalo jovem.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E numa louca corrida&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;entregarei meu ser &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ao ser do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E minha voz,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;à doce voz do vento.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E despojado do que já não há,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;solto no vazio do que ainda não veio&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;minha boca cantará,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;cantos de alívio pelo que se foi;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;cantos de espera pelo que há de vir.&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;Caio Fernando Abreu &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-1431867253575151393?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/1431867253575151393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=1431867253575151393&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/1431867253575151393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/1431867253575151393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/alento.html' title='Alento'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-5694152712689965138</id><published>2009-05-26T21:25:00.000-03:00</published><updated>2009-05-26T21:51:13.750-03:00</updated><title type='text'>Mergulhando em Oswald, ou seria, com Oswald?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"É o drama do poeta, do coordenador de toda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ação&lt;/span&gt; humana, a quem a hostilidade de um século &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;reacionário&lt;/span&gt; afastou pouco a pouco a linguagem útil e coerente. Do romantismo ao simbolismo, ao surrealismo, a justificativa da poesia perdeu-se em sons e protestos ininteligíveis e parou no balbuciamento e na telepatia. Bem longe dos chamados populares. Agora, os soterrados, através da análise voltaram à luz, e, através da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ação&lt;/span&gt;, chegaram às barricadas. São os que tem a coragem incendiária de destruir a própria alma desvairada, que neles nasceu os céus subterrâneos a que se açoitaram. As catacumbas líricas ou se esgotam ou desembocam nas catacumbas políticas"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Dedicatória de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Oswald&lt;/span&gt; de Andrade à Julieta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Bárbara&lt;/span&gt;,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;sobre "A morta."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-5694152712689965138?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/5694152712689965138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=5694152712689965138&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/5694152712689965138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/5694152712689965138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/mergulhando-em-oswald-ou-seria-com.html' title='Mergulhando em Oswald, ou seria, com Oswald?'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-8535344869017267717</id><published>2009-05-15T11:41:00.000-03:00</published><updated>2009-05-28T00:54:12.617-03:00</updated><title type='text'>Aula da Paulina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Prometeu via os seres humanos se acabarem diariamente. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Feitos&lt;/span&gt; da terra, dela levantavam-se, nascendo, e nela deitavam-se, morrendo; isto durava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;frações&lt;/span&gt; de segundos, comparado à vida eterna de um Deus, eram frágeis. Prometeu, sentindo pena, rouba o fogo dos Deuses para ensinar os humanos a utilizá-lo de diversas formas, comer alimentos cozidos e trabalhar os metais e o barro, tornando-os mais fortes. Zeus fica furioso com o ocorrido e, como vingança, pede a seus irmãos que levem o ladrão até o deserto onde seria acorrentado e viveria tendo seu fígado devorado diariamente por uma águia. Então, 30 mil anos depois de cumprir a pena, é solto por Hércules que passara pelo local. Zeus ainda pretendia vingar-se dos homens e ordenou que uma mulher fosse feita com a imagem semelhante a das Deusas. A mulher foi feita de barro e recebeu, de todos os Deuses e Deusas do Olimpo, diversos dons e todos os encantos: recebeu a vida e lhe foi ensinada a arte da tecelagem, recebeu a beleza, a fala graciosa, o desejo indomável, a persuasão, os encantos que seriam fatais aos indefesos homens, uma voz suave, o dom do canto e da música, embelezaram-na com lindíssimos colares de ouro, encheram seu coração de artimanhas, imprudência, curiosidade, mentira e astúcia. Recebeu então o nome de Pandora - "a que possui todos os dons". Ela foi enviada à casa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Epimeteu&lt;/span&gt;, irmão de Prometeu, este a recebe e percebe um jarro fechado em suas mãos. Fica com ela. Apesar de ser advertido a não receber nenhum presente dos Deuses, Pandora não lhe parecia prejudicial. Ele não abre o jarro, mas ela, em sua curiosidade resolve abrir. Dentro dele havia todos os males do mundo que acabaram por ser espalhados no exato instante. Entre os males, como a preguiça, a inveja, a ganância havia também o sexo. Nesse momento da aula os colegas, quase em coro disseram "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ahh&lt;/span&gt;, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;pelomenos&lt;/span&gt; o sexo!", e a professora Paulina fez &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;conosco&lt;/span&gt; uma reflexão: quando se está apaixonado, nada mais é somente nosso - fazemos as vontades do amado, comemos as mesmas coisas, vamos aos mesmos lugares, dormimos nos mesmos horários, assistimos aos mesmos filmes, mantemo-nos preocupados permanetemente - os gregos, preservavam muito sua autonomia, e estar escravizado pelo amor e pelo sexo, era uma maldição, já que isso lhes tirava tal liberdade. Refletindo...No ocidente, o amor escraviza? É possível amar e manter-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;autônomo&lt;/span&gt;? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-8535344869017267717?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/8535344869017267717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=8535344869017267717&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8535344869017267717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8535344869017267717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/aula-da-paulina.html' title='Aula da Paulina'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-7765737616071209537</id><published>2009-05-15T00:56:00.002-03:00</published><updated>2010-07-26T00:54:29.891-03:00</updated><title type='text'>Janaína</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Janaína sobrevivia a cada dia. Não era feliz. Sabia que a felicidade era feita de momentos, um estado de espírito e não um sentimento perene e permanente a ser alcançado; mesmo assim a culpa a consumia tornando seus dias quase insuportáveis. Ia para a faculdade diariamente; sentia-se mal. Pessoas em situação de miséria embaixo das marquises enquanto carros importados paravam nos semáforos com as janelas fechadas depois de avaliar que ultrapassagem em alta velocidade acabaria por matar alguém. Aconselhava amigos, brincava com todas as crianças sempre que podia, conversava com os velhos e afagava os cães, sentia-se útil e percebia uma pontinha de melhora em seu humor, infelizmente não durava mais que alguns minutos. As oportunidades lhe surgiam, dinheiro não lhe faltava, a vida não lhe era ruim. Tinha amigos carinhosos, pais preocupados, mas nada disso importava, pelo contrário, isso não lhe fazia bem. Talvez se sua luta fosse para uma vida melhor para si, estaria satisfeita, mas não, sua luta era para que toda a humanidade tivesse comida à mesa. Utopia? Não, mas haveria muito trabalho pela frente. Decepcionava-se ao ver quanto o homem em sociedade podia ser egoísta, mesmo fazendo sua parte diariamente parecia não ser suficiente e seu coração se partia. Homens pisando em seus companheiros, precisando humilhá-los para se auto-afirmar e alimentar o ego, competição, seres individualistas. Ela não entendia. Então sentia o mundo muito pesado em suas costas - conseguiria carregá-lo? Não seria corrompida, de maneira alguma, lutar contra injustiças era sua condição de vida, jamais se venderia, e isso tornava o fardo cada vez maior. Percebia-se incapaz de mudar o mundo inteiro mas, sentia-se responsável. Então, ao voltar para casa, chorava. Infeliz. Deitava-se em sua cama quente enquanto lembrava daqueles que não tinham como se aquecer. Chorava. Responsável e incapaz realizar seu objetivo. Até quando tentaria? Até o fim. E cansada, dormia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-7765737616071209537?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/7765737616071209537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=7765737616071209537&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/7765737616071209537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/7765737616071209537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/janaina.html' title='Janaína'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-2617688843181969589</id><published>2009-05-14T23:39:00.000-03:00</published><updated>2009-05-14T23:46:01.929-03:00</updated><title type='text'>Eugênio Barba diz:</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"...Então, que estes jovens que escolheram o teatro provem a cada dia necessidade de sua escolha, também através desse programa inconsequente. Que se deparem com um ofício que impõe exigências tão inumanas que somente alguns resistem, aqueles animados por uma necessidade irredutível, aqueles que não se contetam com soluções superficiais; as bestas de trabalho que aniquilam a inércia que se satisfaz com resultados superficiais. São aqueles que com seu prórpio eu, com se corpo e sua alma, chegam ao jugalemtno final sobre eles mesmos como representantes de uma sociedade que continua anunciando: "amarás a teu próximo". E que cheguem a isso sem caos, sem exageros, sem transbordamentos emocionais, porém com lucidez e sangue frio. Não se trata de ser missionário ou artista original, trata-se de ser realista. Nosso ofício é a possibilidade de mudar a nós mesmos e desse modo mudar a sociedade. Não é preciso perguntar-se: "o que signigica o teatro para o povo?" Esta é uma pergunta demagógica e estéri. É preciso perguntar-se : "o que signicia o teatro para mim?" A resposta, a transformada em ação, sem comprimissos nem preecauções, será a revolução no teatro.."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-2617688843181969589?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/2617688843181969589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=2617688843181969589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2617688843181969589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2617688843181969589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/eugenio-barba-diz.html' title='Eugênio Barba diz:'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-2078012428953296563</id><published>2009-05-14T20:47:00.000-03:00</published><updated>2009-05-26T21:45:21.998-03:00</updated><title type='text'>Ao menos o verso é livre.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;O que é preciso para viver aqui?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um relógio no pulso.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Dormir pouco,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Correr,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Escravo do horário,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;É preciso comprar o tempo,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;usar óculos escuro.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Chutar o morador de rua&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e seu melhor amigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Fechar com as mãos as narinas &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;enquanto o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;lixeiro&lt;/span&gt; passa&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;recolhendo nossos restos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Para viver aqui, &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;devemos colher &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;somente as informações&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;úteis&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;para um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;currículo&lt;/span&gt; bom&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;para um emprego bom&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;para uma vida boa.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ser é ter&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um apartamento confortável,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;um chuveiro quente,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;água em abundância,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;comida variada,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;carro para poupar tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Dinheiro para viajar de avião,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;conhecer o mundo,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;dormindo nos melhores hotéis,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;comendo nos restaurantes mais caros.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ser é ter&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Para viver aqui&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;É preciso desconfiar,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;competir, julgar, comparar,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;erudição&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mais cultura&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mais conhecimento formal&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Útil.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;o preço alto&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;o lugar marcado&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;o salto alto&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Fundamental &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;selecionar&lt;/span&gt;,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;sem reparar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;no céu, na lua,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;na brisa, no canto,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;no mar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Viver aqui sem perder tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Se entregar?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Utilitaristas, seres autônomos, se protegendo,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;sem receber ou dar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E o valor das coisas simples, o singular?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Útil, o que é útil?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ego, ser é ter.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-2078012428953296563?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/2078012428953296563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=2078012428953296563&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2078012428953296563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/2078012428953296563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/o-que-e-preciso-para-viver-aqui-um.html' title='Ao menos o verso é livre.'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-1400673795035129547</id><published>2009-05-12T09:32:00.000-03:00</published><updated>2009-05-12T09:35:44.805-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acho bonito quando me acordas de madrugada e pedes ajuda.&lt;br /&gt;Mesmo que meu sonho seja bom, gosto levantar e sentir que confias em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-1400673795035129547?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/1400673795035129547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=1400673795035129547&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/1400673795035129547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/1400673795035129547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/acho-bonito-quando-me-acordas-de.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-1054886835555362322</id><published>2009-05-11T23:18:00.001-03:00</published><updated>2009-08-08T15:45:38.673-03:00</updated><title type='text'>Kavka - Agarrado num traço a lápis</title><content type='html'>"Noite de &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;insônia&lt;/span&gt;. A terceira seguida. Adormeço rápido, mas acordo uma hora depois, como se tivesse enfiado a cabeça no buraco errado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje assisti a uma montagem teatral do grupo Lume - Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Unicamp&lt;/span&gt;. Fazendo justiça à sua &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;trajetória&lt;/span&gt;, o &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; foi impecável. Em cena, o &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;ator&lt;/span&gt; do monólogo interpreta Franz Kafka em intensos momentos de criação, solitário, desconectado do &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;cotidiano&lt;/span&gt;, transitando &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;tenuamente&lt;/span&gt; entre a realidade e um universo &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;semi&lt;/span&gt;-imaginário. Com humor negro se misturando com situações trágicas e patéticas, mergulhamos na vida deste escritor, ilustrada com imagens corporais ricas e improváveis e fragmentos de textos, desafiando o &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;ator&lt;/span&gt; a superar-se a cada momento, desdobrando-se em múltiplas &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;ações&lt;/span&gt; e energia diversa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Franz &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Kafka&lt;/span&gt; nasceu em 3 de &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;julho&lt;/span&gt; de 1833 na cidade de Praga, &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Boêmia&lt;/span&gt; ( hoje República &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;Tcheca&lt;/span&gt;) então &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-corrected"&gt;pertencente&lt;/span&gt; ao Império &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Austro&lt;/span&gt;-Húngaro. Filho de pais judeus - pai, comerciante de origem &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;tcheca&lt;/span&gt; e mãe de origem alemã. Formou-se em direito e trabalhou toda sua vida como advogado numa empresa de seguros. Noivo por três vezes, nunca se casou. Um 1917 foi diagnosticado com tuberculose e morreu após 7 anos, um mês antes de seu aniversário de 41 anos de idade. Alternando temporadas em &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;sanatórios&lt;/span&gt; com o trabalho burocrático, nunca deixou de escrever, embora tenha publicado pouco e, já no fim da vida, pedido ao amigo Max &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;Brod&lt;/span&gt; que queimasse seus escritos no que evidentemente não foi atendido. A maior parte de sua obra foi publicada postumamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Kafka tivera uma infância marcada por uma relação conturbada com seu pai, tema que acompanha sua obra inteira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, algumas reflexões do escritor sobre si mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O fato de estar sozinho exerce infalível poder sobre mim. O meu ser íntimo dilui-se...e dispõe-se a deixar transparecer algo de mais profundo..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Só assim se pode escrever, só com uma abertura tão completa do corpo e da alma"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sou minhas histórias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"algo que não pode ser comunicado porque é intangível, e pelo mesmo motivo exige ser comunicado"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu era rígido e frio, eu era uma ponte, estendido sobre o abismo...Meus pensamentos se moviam sempre em confusão, e sempre em círculos"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O dia é um grande sortilégio. Talvez a claridade distraia da escuridão interior...Se não houvessem estas horríveis noites de &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;insônia&lt;/span&gt;, eu não escreveria. Mas assim nunca posso esquecer a escura cela individual onde estou preso."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Os relógios não estão em uníssono, o relógio íntimo corre de uma maneira diabólica, demoníaca, em todo o caso, desumana, o exterior prossegue mancando com um ritmo habitual as sua marcha ordinária"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O meu destino é muito simples. O talento que tenho para descrever a minha vida íntima, vida que se aparenta com o sonho, fez cair tudo o mais no acessório, e tudo mais mirrou &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;horrorosamente&lt;/span&gt;, não cessa de mirrar. Nada mais além disso poderia jamais satisfazer-me...Estou portanto flutuante, atiro-me sem descanso para o alto da montanha, mas só com dificuldade ali posso ficar um instante."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;''A solidão parece ser melancólica quando visto de fora, mas dentro dos meus muros, por assim dizer, ela tem seus confortos."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monólogo foi tão delicioso e delirante que fico com vontade de descrever cena por cena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-1054886835555362322?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/1054886835555362322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=1054886835555362322&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/1054886835555362322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/1054886835555362322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/kavka-agarrado-num-traco-lapis.html' title='Kavka - Agarrado num traço a lápis'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-8213406894094222544</id><published>2009-05-05T10:44:00.000-03:00</published><updated>2009-05-05T10:46:20.864-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tá apertando, sufocando, ando, ando cada vez mais rápido afim de soltar logo esses pregos enfiados tão fundo, que quase me afundo...e lembro de andar e ando pra soltar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-8213406894094222544?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/8213406894094222544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=8213406894094222544&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8213406894094222544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/8213406894094222544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/ta-apertando-sufocando-ando-ando-cada.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-4877576314774836191</id><published>2009-05-02T19:41:00.000-03:00</published><updated>2009-05-10T03:29:49.068-03:00</updated><title type='text'>une petite réflexion sur la longueur d'une cigarette</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;cet vie&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ce bus&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ce climat&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;cette température&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;cette folie&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;cette vitesse&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;cette attente&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ce retard&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ce froid&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;cette chaleur&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;cet amour, cet amour&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;combien de temps est la durée d'une cigarette?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;combien de temps?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;rien&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;rien&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;une cigarrete?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-4877576314774836191?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/4877576314774836191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=4877576314774836191&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4877576314774836191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/4877576314774836191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/o-caminho-preocupacao-frio-na-barriga-o.html' title='une petite réflexion sur la longueur d&apos;une cigarette'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-1437075771521781075</id><published>2009-05-02T00:49:00.000-03:00</published><updated>2009-05-02T01:32:13.280-03:00</updated><title type='text'>O Rei da Vela</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Trechos de "O Rei da Vela" &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Oswald de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;ato I&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Mais o Intelectual &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Pinonte&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Entra Pinote de chapéu de poeta na mão. Uma gravata lírica. Sorrindo. Mesuras. Traz uma faca enorme de madeira como bengala.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;PINOTE &lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;Bom dia, mestre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;HELOÍSA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;dá um grito lancinante&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ai! Faca!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ABELARDO&lt;/span&gt; I&lt;/strong&gt; É um revoltado?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PINOTE &lt;/strong&gt;Absolutamente não! Fui, no colégio. Hoje sou quase um conservador! O que me falta é a convicção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ABELARDO&lt;/span&gt; I&lt;/strong&gt; Tem veleidades sociais...quero dizer, bolchevistas?...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PINOTE&lt;/strong&gt; Não senhor! Olhe, tenho até nojo de gente baixa...gente de trabalho...não vai comigo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ABELARDO&lt;/span&gt; I&lt;/strong&gt; Muito bem&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PINOTE &lt;/strong&gt;Gente que cheira mal...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;HELOÍSA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Ninguém dá sabão a eles para se lavarem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;ABELARDO&lt;/span&gt; II&lt;/strong&gt; Nem pão, quanto mais sabonete...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ABELARDO&lt;/span&gt; I&lt;/strong&gt; Não se incomode. Ele é socialista. Mas moderado, de faca também. Mas, afinal qual é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;gênero&lt;/span&gt; literário que cultiva, meu amigo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PINOTE&lt;/strong&gt; Os grandes homens! Pretendo fazer como Ludwig. Escrever grandes vidas! Não há mais nobre missão sobre o planeta! Os heróis da época.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ABELARDO&lt;/span&gt; I&lt;/strong&gt; Pode ser também extremamente perigoso. Se nas suas biografias exaltar os heróis populares e inimigos da sociedade. Imagine se o senhor escrever sobre a revolta dos marinheiros pondo em relevo o João Cândido...ou algum comunista morto num comício.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PINOTE&lt;/strong&gt; Não há perigo. A polícia me perseguiria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ABELARDO&lt;/span&gt; I&lt;/strong&gt; Então é um intelectual policiado...Não pratica literatura de ficção?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PINOTE&lt;/strong&gt; No Brasil não dá nada!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;ABELARDO&lt;/span&gt; I&lt;/strong&gt; Sim, a de fricção é que rende. É preciso ser assim, meu amigo. Imagine se vocês que escrevem fossem independentes! Seria o dilúvio! A subversão total. O dinheiro só é útil nas mãos dos que não têm talento. Vocês escritores, artistas, precisam ser mantidos pela sociedade na mais dura e permanente miséria! Para servirem como bons lacaios, obedientes e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;prestimosos&lt;/span&gt;. É a vossa função social! Sirva então francamente os de cima. Mas não é só com biografias neutras...Precisamos de lacaios...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PINOTE&lt;/strong&gt; É! Mas dizem por aí que a Revolução Social está próxima. Em todo o mundo. Se a coisa virar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ABELARDO&lt;/span&gt; I&lt;/strong&gt; Será fuzilado com todas as honras. É preferível morrer como inimigo do que como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;adesista&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;PINOYTE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; E minha família? E as três crianças?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;ABELARDO&lt;/span&gt; I&lt;/strong&gt; Saia daqui já! Vilão! Oportunista! Não leva nem dez mil-réis, creia! A minha classe precisa de lacaios. A burguesia exige definições! Lacaios, sim! Que usem fardamento! Rua!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Pinote retira-se penosamente.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Menos o intelectual Pinote e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Abelardo&lt;/span&gt; II&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;HELOÍSA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Coitado!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;ABELARDO&lt;/span&gt; I&lt;/strong&gt; Voltará! De camisa amarela, azul ou verde. E de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;alabarda&lt;/span&gt;. E ficará montando guarda à minha porta! E me defenderá com a própria vida da maré vermelha que ameaça subir, tomar conta do mundo! O intelectual deve ser tratados assim. As crianças que choram em casa, as mulheres &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;lamentosas&lt;/span&gt;, fracas, famintas, são a nossa arma! Só com a miséria eles passarão a nosso inteiro e dedicado serviço! E teremos louvores, palmas e garantias! Eles defenderão as minhas posições e a tua ilha, meu amor!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;HELOÍSA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Ora, uma ilha brasileira!...Estou quase não querendo... Em troca da minha liberdade. Chegamos ao casamento...Que você no começo dizia ser a mais imoral das instituições humanas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;ABELARDO&lt;/span&gt; I&lt;/strong&gt; É a mais útil à nossa classe...A que defende a herança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-1437075771521781075?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/1437075771521781075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=1437075771521781075&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/1437075771521781075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/1437075771521781075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/05/o-rei-da-vela.html' title='O Rei da Vela'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-5617869224446295209</id><published>2009-04-27T02:06:00.000-03:00</published><updated>2009-04-27T02:07:25.569-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não pensa que é só céu e eu sou só seu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-5617869224446295209?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/5617869224446295209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=5617869224446295209&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/5617869224446295209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/5617869224446295209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/04/nao-pensa-que-e-so-ceu-e-eu-sou-so-seu.html' title=''/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-7725675899970692636</id><published>2009-04-27T01:27:00.001-03:00</published><updated>2009-04-27T01:55:01.238-03:00</updated><title type='text'>Crianças</title><content type='html'>Questionamentos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;infantilóides&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; sobre assuntos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;cotidianos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Sempre falo de mim.&lt;br /&gt;Inevitável.&lt;br /&gt;Cada um fala de si.&lt;br /&gt;Inevitável.&lt;br /&gt;A impessoalidade e imparcialidade na escrita não existem, será que alguém pensa o contrário?&lt;br /&gt;Pensava eu antes de fazer 12 anos.&lt;br /&gt;Pensam os cientistas ainda hoje.&lt;br /&gt;Eles pensam que nós pensamos que eles pensam assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-7725675899970692636?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/7725675899970692636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=7725675899970692636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/7725675899970692636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/7725675899970692636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/04/questionamentos-infantiloides-sobre.html' title='Crianças'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-6391079992280779071</id><published>2009-04-25T17:01:00.000-03:00</published><updated>2009-04-27T01:48:01.652-03:00</updated><title type='text'>Importante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"E agora recordem com firmeza o que lhes vou dizer: o teatro, pela publicidade e pelo seu lado espetacular, atrai muita gente que quer apenas tirar proveito da própria beleza ou fazer carreira. Valem-se da ignorância do público, do seu gosto adulterado, do favoritismo, das intrigas, dos falsos êxitos e de muitos outros meios que não tem relação alguma com a arte criadora. Esses exploradores são os inimigos mais mortíferos da arte. Temos de usar contra eles as medidas mais severas, e se for impossível reformá-los será necessário afastá-los do palco. Portanto &lt;em&gt;- ele aí se voltou outra vez para Sônia -&lt;/em&gt; você tem de decidir de uma vez por todas: veio aqui para servir à arte e fazer sacrifícios por ela ou para explorar seus próprios fins pessoais?"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;A preparação do ator&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Constantin Stanislavski&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-6391079992280779071?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/6391079992280779071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=6391079992280779071&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/6391079992280779071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/6391079992280779071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/04/e-agora-recordem-com-firmeza-o-que-lhes.html' title='Importante'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-3899776012087505039</id><published>2009-04-16T02:18:00.000-03:00</published><updated>2009-04-27T01:45:57.925-03:00</updated><title type='text'>Se...</title><content type='html'>Eu acho (com certeza) que estou bem inserida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se&lt;br /&gt;"natural é ser cultural"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então,&lt;br /&gt;interfira onde estiver ao seu alcance;&lt;br /&gt;é sociologicamente aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os acomodados estão de joelhos, escravizados pelo sistema.&lt;br /&gt;levante-se e interfira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-3899776012087505039?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/3899776012087505039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=3899776012087505039&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3899776012087505039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/3899776012087505039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/04/eu-acho-com-certeza-que-estou-bem.html' title='Se...'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-1103969513185722493</id><published>2009-04-16T02:14:00.001-03:00</published><updated>2009-04-27T01:49:39.715-03:00</updated><title type='text'>Coerção coercitiva.</title><content type='html'>Sociedade emburrecedora.&lt;br /&gt;Construíste para ti a moral amoral ditadora.&lt;br /&gt;-Não faz assim.&lt;br /&gt;Coagindo a diversidade, criminalizando a liberdade.&lt;br /&gt;-Não é desse jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulhemos nôs,&lt;br /&gt;mergulhemos nós.&lt;br /&gt;mergulhemo-nos nos nós.&lt;br /&gt;Licença!&lt;br /&gt;Poética?&lt;br /&gt;Que a estrutura me proíba, me corrija e me enquadre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regras anteriores,&lt;br /&gt;nos conduzem.&lt;br /&gt;Regentes das classes,&lt;br /&gt;conducentes,&lt;br /&gt;nada condizentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contratos sociais.&lt;br /&gt;Contatos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem falou em liberdade?&lt;br /&gt;O que é isto afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta depende da corrente teórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo babaquice.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-1103969513185722493?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/1103969513185722493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=1103969513185722493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/1103969513185722493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/1103969513185722493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/04/coercao-coercitiva.html' title='Coerção coercitiva.'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37468870.post-7293240034804994087</id><published>2009-04-13T21:14:00.000-03:00</published><updated>2009-04-27T01:53:34.492-03:00</updated><title type='text'>Primeira postagem.</title><content type='html'>Eu criarei&lt;br /&gt;Tu criarás&lt;br /&gt;Nós criaremos&lt;br /&gt;Eis o milagre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37468870-7293240034804994087?l=mocinhabraba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/feeds/7293240034804994087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37468870&amp;postID=7293240034804994087&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/7293240034804994087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37468870/posts/default/7293240034804994087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mocinhabraba.blogspot.com/2009/04/criar-entao-ta-vou-criar-minha-segunda.html' title='Primeira postagem.'/><author><name>mocinhabraba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10377645928030241839</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_ygf_r0_iHoI/Sn3JArCLI3I/AAAAAAAAADQ/hR_Nc38qSNE/S220/DSC03662.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
